Archive for março 2011
Fonte: Sidnei Oliveira / Exame
A cada encontro, workshop e palestra que apresento, sou questionado sobre as características dos jovens de hoje, conhecidos como Geração Y. A principal preocupação quase sempre é como orientar os jovens de forma que não percam suas melhores características?
Talvez já tenhamos passado da hora de discutir sobre como “dar um jeito” na Geração Y.
O que temos agora é um cenário estabelecido, com comportamentos sedimentados pelo “jeito” que lidamos com esta geração quando ela ainda estava em formação. Devemos nos adaptar a este novo cenário, afinal, muitos comportamentos atribuídos a Geração Y, fazem parte de nosso cotidiano, independente da geração. Por exemplo, muito se fala da capacidade de realizar diversas coisas ao mesmo tempo – os multitarefas – qualquer pessoa hoje é um pouco assim, assiste um programa na TV enquanto está respondendo um email no notebook ou atende o celular enquanto está dirigindo.
A Geração Y cresceu de forma diferenciada. São jovens completamente conectados, que possuem uma grande intimidade com as novas tecnologias de comunicação ( internet, celulares e redes sociais). Eles valorizam muito os relacionamentos e buscam participar de experiências inovadoras. Gostam de desafios onde possam usar todo seu potencial e que proporcionem feedbacks rápidos. São mais pragmáticos, contudo perdem o foco com facilidade.
O que é que pode ser feito então?
O maior desafio talvez seja o de proporcionar um ambiente mais adequado no mercado de trabalho, preparando os jovens para serem os profissionais do futuro – os lideres do futuro.
Estamos em um tempo de mudanças de paradigmas. Trabalhar em casa já não é mais um absurdo, principalmente depois do surgimento do notebook, celulares e e-mails. Conceitos como “dias úteis” e “horário comercial” estão completamente alterados com toda tecnologia digital. O jovem profissional sabe que o trabalho está invadindo sua “vida pessoal”, por isso acha natural que “sua vida” também invada o trabalho.
Entre as principais contribuições que esses jovens podem oferecer às empresas em que trabalham certamente está a ousadia para “quebrar paradigmas” e promover inovações que possam diferenciar a empresa no mercado hiper-competitivo.
Este é o grande dilema, pois o conhecimento tácito, adquirido com a experiência funcional, ainda está restrito aos profissionais mais experientes, que relutam em transferir estas experiências para os mais jovens, demonstrando evidente comportamento de autopreservação.
O jovem da geração Y não convive com este tipo de cenário por muito tempo e isso tem provocado o aumento nos índices de rotatividade das empresas – entenda-se “aumento dos custos de qualificação e reposição do quadro de funcionários”. O jovem atual é o primeiro profissional que manifesta a expectativa de conciliar suas “duas vidas”, por isso as empresas devem reavaliar muitas de suas diretrizes, pois precisam manter este novo profissional.
Devemos lembrar o tempo todo que os jovens se preparam para empregos que ainda não existem, onde usarão tecnologias que ainda não foram inventadas para resolver problemas que ainda não sabemos que serão problemas.
Fonte: Sidnei Oliveira / Exame
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FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM SOCIAL INOVA O E-LEARNING E AJUDA A RETER JOVENS TALENTOS DA GERAÇÃO Y
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B2Learn tem como foco o desenvolvimento da aprendizagem colaborativa e ajuda empresas a desenvolverem novas formas de conhecimento e a reter talentos, principalmente jovens da geração Y
• A interatividade e a necessidade de uma nova comunicação nas corporações levaram a Zaine – empresa de tecnologia com foco na criação de softwares – a desenvolver o B2Learn, uma plataforma voltada exclusivamente para empresas promoverem conhecimento colaborativo entre a geração Y
• O B2Learn já está sendo usado por grandes empresas como Itaú Cultural e Banco Santander com intuito de levar aos jovens uma proposta de aprendizado diferente das opções do mercado e com atrativo suficiente para reter talentos nas empresas
Uma tendência mundial é a de atender as necessidades da geração Y – uma referência às pessoas nascidas de 1980 em diante e que vêm revolucionando mercados e destruindo conceitos e pré-determinações. Este público carrega entre suas características profissionais diferenças pungentes em sua forma de atuar, aceitar e até de entender o que o mercado corporativo oferece e busca. Esse descompasso tem gerado desgaste e desperdícios de tempo e investimentos das grandes empresas na contratação e treinamento de pessoas.
Assim, na busca por oferecer um serviço de qualidade para o segmento de educação corporativa e de assimilar as novas necessidades do mercado, surgiu o B2Learn, uma plataforma de internet desenvolvida pela Zaine. O B2Learn chegou com o desafio de ir além do e-learning tradicional e oferecer soluções assertivas e propostas diferenciadas para o desenvolvimento de pessoas nas empresas.
Com foco no público jovem, o B2Learn usa os conceitos das redes sociais mais conhecidas, como o Twitter e o Facebook. Voltado ao treinamento e a inclusão dos profissionais na cultura da empresa, ajuda a área de recursos humanos na árdua tarefa de reter os jovens talentos, pois o sistema amplia a interação e faz com que o profissional se sinta parte da corporação mais rapidamente, criando vínculos mais fortes com parceiros, chefes e colegas de trabalho.
“Observamos as mudanças do mercado no segmento de aprendizagem corporativa e percebemos que o modelo antigo não conseguia atender ao público mais jovem, que busca interatividade, rapidez e linguagem diferenciada. Esse foi o pontapé para desenvolvermos o B2Learn”, destaca o fundador da Zaine, Wilton Pinheiro.
O B2Learn foi criado para suprir a falta de engajamento e motivação dos profissionais com os e-learnings hoje disponíveis no mercado, principalmente pelo público jovem. A solução proposta é uma ferramenta de aprendizagem social junto com um time de especialistas para ajudar a implementar, gerir e mensurar programas de aprendizagem colaborativa.
Para Pinheiro, o e-learning tradicional é feito de forma unidirecional e não mapeia a relação aluno-aluno e professor-aluno. Além disso, não reproduz a sala de aula como ambiente social e as conversas de corredor. “Coisas que você teria em um ambiente educacional não existem no e-learning convencional. Então, decidimos usar o sistema colaborativo para trabalhar essa desconexão. Por que não fazer com que as pessoas se sintam parte de um grupo?”, questiona.
“No B2Learn, a ideia não é apenas transmitir conhecimentos. A ideia é construir e compartilhar conhecimentos”, aponta Pinheiro.
Conflito de gerações e evasão de trainees
Hoje em dia, a maioria das grandes empresas bloqueia o uso de redes sociais. E os jovens entram nas empresas querendo conhecer e aprender tudo de forma rápida.
Boa parte dos jovens se sente isolada, porque a empresa não tem gente para fazer uma tutoria em 100% do tempo. Aí o estagiário ou trainee não consegue conhecer a organização como um todo e a frustração toma conta.
Tanto é que as taxas de evasão em programas de estágio ou trainees são altíssimas. E os custos que uma empresa arca com eles também o são. E o que se percebe é que muitos destes jovens saem dos programas por acreditarem que a cultura da empresa não serve para eles e por se sentirem deslocados.
Como funciona o B2Learn
O B2Learn engloba uma rede social corporativa, aos moldes do Facebook, onde as pessoas se reconhecem virtualmente e criam conexões e, com isso, geram maior engajamento.
As salas virtuais reúnem usuários em torno de temas e é onde as pessoas podem compartilhar conhecimentos. O jovem talento se torna parte da instituição, sendo ativo e relevante, o que gera maior motivação e retenção.
Além disso, o B2Learn oferece o serviço de gestão colaborativa: profissionais da Zaine fazem a gestão da ferramenta, visando aplicar metodologias de estímulo, criar relatórios e gerenciar a convergência das discussões.
O sistema utiliza ferramentas síncronas como assíncronas. Entre as síncronas, os principais destaques são as de bate-papo e vídeo online (transmissão de cursos ao vivo, por exemplo). Entre as assíncronas, fórum, wiki e blog.
A ferramenta dispõe de alta flexibilidade para customizações a um baixo custo e é desenvolvida pelo modelo de Software-as-a-Service (Software como Serviço).
A Zaine
A Zaine foi criada, em 2008, a partir da união entre os engenheiros de computação Wilton Pinheiro e Daniel Madruga. Ambos graduaram-se na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O B2Learn é um produto da Zaine Software, empresa que trabalha no modelo de SaaS (Software como um Serviço) atuando no mercado de gestão e transmissão do conhecimento. A Zaine tem como objetivo principal disponibilizar soluções inovadoras e customizadas a cada um de seus clientes, sempre focando em qualidade na prestação de serviços, sejam eles em consultoria ou na disponibilização de sistemas.
