CAT | Educação a Distância
4
FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM SOCIAL INOVA O E-LEARNING E AJUDA A RETER JOVENS TALENTOS DA GERAÇÃO Y
0 Comentários | Criado por wilton.pinheiro em B2Learn, Educação a Distância, Futuro do Treinamento, Redes Sociais
B2Learn tem como foco o desenvolvimento da aprendizagem colaborativa e ajuda empresas a desenvolverem novas formas de conhecimento e a reter talentos, principalmente jovens da geração Y
• A interatividade e a necessidade de uma nova comunicação nas corporações levaram a Zaine – empresa de tecnologia com foco na criação de softwares – a desenvolver o B2Learn, uma plataforma voltada exclusivamente para empresas promoverem conhecimento colaborativo entre a geração Y
• O B2Learn já está sendo usado por grandes empresas como Itaú Cultural e Banco Santander com intuito de levar aos jovens uma proposta de aprendizado diferente das opções do mercado e com atrativo suficiente para reter talentos nas empresas
Uma tendência mundial é a de atender as necessidades da geração Y – uma referência às pessoas nascidas de 1980 em diante e que vêm revolucionando mercados e destruindo conceitos e pré-determinações. Este público carrega entre suas características profissionais diferenças pungentes em sua forma de atuar, aceitar e até de entender o que o mercado corporativo oferece e busca. Esse descompasso tem gerado desgaste e desperdícios de tempo e investimentos das grandes empresas na contratação e treinamento de pessoas.
Assim, na busca por oferecer um serviço de qualidade para o segmento de educação corporativa e de assimilar as novas necessidades do mercado, surgiu o B2Learn, uma plataforma de internet desenvolvida pela Zaine. O B2Learn chegou com o desafio de ir além do e-learning tradicional e oferecer soluções assertivas e propostas diferenciadas para o desenvolvimento de pessoas nas empresas.
Com foco no público jovem, o B2Learn usa os conceitos das redes sociais mais conhecidas, como o Twitter e o Facebook. Voltado ao treinamento e a inclusão dos profissionais na cultura da empresa, ajuda a área de recursos humanos na árdua tarefa de reter os jovens talentos, pois o sistema amplia a interação e faz com que o profissional se sinta parte da corporação mais rapidamente, criando vínculos mais fortes com parceiros, chefes e colegas de trabalho.
“Observamos as mudanças do mercado no segmento de aprendizagem corporativa e percebemos que o modelo antigo não conseguia atender ao público mais jovem, que busca interatividade, rapidez e linguagem diferenciada. Esse foi o pontapé para desenvolvermos o B2Learn”, destaca o fundador da Zaine, Wilton Pinheiro.
O B2Learn foi criado para suprir a falta de engajamento e motivação dos profissionais com os e-learnings hoje disponíveis no mercado, principalmente pelo público jovem. A solução proposta é uma ferramenta de aprendizagem social junto com um time de especialistas para ajudar a implementar, gerir e mensurar programas de aprendizagem colaborativa.
Para Pinheiro, o e-learning tradicional é feito de forma unidirecional e não mapeia a relação aluno-aluno e professor-aluno. Além disso, não reproduz a sala de aula como ambiente social e as conversas de corredor. “Coisas que você teria em um ambiente educacional não existem no e-learning convencional. Então, decidimos usar o sistema colaborativo para trabalhar essa desconexão. Por que não fazer com que as pessoas se sintam parte de um grupo?”, questiona.
“No B2Learn, a ideia não é apenas transmitir conhecimentos. A ideia é construir e compartilhar conhecimentos”, aponta Pinheiro.
Conflito de gerações e evasão de trainees
Hoje em dia, a maioria das grandes empresas bloqueia o uso de redes sociais. E os jovens entram nas empresas querendo conhecer e aprender tudo de forma rápida.
Boa parte dos jovens se sente isolada, porque a empresa não tem gente para fazer uma tutoria em 100% do tempo. Aí o estagiário ou trainee não consegue conhecer a organização como um todo e a frustração toma conta.
Tanto é que as taxas de evasão em programas de estágio ou trainees são altíssimas. E os custos que uma empresa arca com eles também o são. E o que se percebe é que muitos destes jovens saem dos programas por acreditarem que a cultura da empresa não serve para eles e por se sentirem deslocados.
Como funciona o B2Learn
O B2Learn engloba uma rede social corporativa, aos moldes do Facebook, onde as pessoas se reconhecem virtualmente e criam conexões e, com isso, geram maior engajamento.
As salas virtuais reúnem usuários em torno de temas e é onde as pessoas podem compartilhar conhecimentos. O jovem talento se torna parte da instituição, sendo ativo e relevante, o que gera maior motivação e retenção.
Além disso, o B2Learn oferece o serviço de gestão colaborativa: profissionais da Zaine fazem a gestão da ferramenta, visando aplicar metodologias de estímulo, criar relatórios e gerenciar a convergência das discussões.
O sistema utiliza ferramentas síncronas como assíncronas. Entre as síncronas, os principais destaques são as de bate-papo e vídeo online (transmissão de cursos ao vivo, por exemplo). Entre as assíncronas, fórum, wiki e blog.
A ferramenta dispõe de alta flexibilidade para customizações a um baixo custo e é desenvolvida pelo modelo de Software-as-a-Service (Software como Serviço).
A Zaine
A Zaine foi criada, em 2008, a partir da união entre os engenheiros de computação Wilton Pinheiro e Daniel Madruga. Ambos graduaram-se na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O B2Learn é um produto da Zaine Software, empresa que trabalha no modelo de SaaS (Software como um Serviço) atuando no mercado de gestão e transmissão do conhecimento. A Zaine tem como objetivo principal disponibilizar soluções inovadoras e customizadas a cada um de seus clientes, sempre focando em qualidade na prestação de serviços, sejam eles em consultoria ou na disponibilização de sistemas.
23
Todos queremos ser jovens (We all want to be young)
0 Comentários | Criado por wilton.pinheiro em B2Learn, Corporativo, Educação a Distância, Futuro da Tecnologia, Futuro do Treinamento, Redes Sociais
Meu amigo e consultor Rodolfo Baccarelli enviou um dos melhores vídeos que já vi para descrever a Geração Y do ponto de vista histórico e apontar sua influência no futuro econômico e social.
Pluralismo, simultaneidade e liberdade são características intrínsecas a Geração Y. Trazendo para nosso contexto de aprendizagem corporativa e gestão do conhecimento: o novo sempre intimida. Como engajar e motivar esses jovens no ambiente de trabalho? Como acompanhar o dinamismo social?
Como diz o vídeo, quem acha que já sabe bastante e está em paz com seu espaço e atitudes está oficialmente excluído.
24
Fornecedores de LMS – Template para Análise Comparativa
0 Comentários | Criado por Alexandre Monteiro em Administração, Corporativo, Educação a Distância
Lendo o blog E-Learning 24/7 me deparei com esse post bem interessante de Craig Weiss contendo um template para auxiliar os responsáveis pela contratação de um LMS nessa árdua tarefa, e decidi traduzi-lo para o português, e esse arquivo pode ser baixado aqui: Analise de Fornecedores.
Você deverá preencher a planilha após conversar com o Fornecedor pessoalmente, após estudar sua RFP ou por um simples questionário enviado pro e-mail. Você pode adicionar novos campos ao modelo de acordo com a sua necessidade, focando no que é procurado por sua empresa no momento.
A tarefa de escolher um fornecedor de LMS é extremamente complexa, e deve ser levada muito a sério por seus responsáveis. O grande números de fornecedores existentes no mercado, assim como as diferentes ferramentas disponíveis em cada sistema acaba por dificultar ainda mais o processo. Além da utilização da tabela comparativa podemos nos perguntar algumas questões adicionais antes de escolher o nosso futuro LMS. Listarei abaixo algumas perguntas simples, porém pertinentes, e deixarei o local de comentários como um repositório para novas perguntas:
- Já há um sistema LMS em produção ou vocês ainda não o possuem?
- Qual a principal característica buscada no LMS?
- O LMS será voltado à colaboração?
Se já há um LMS em produção você deverá se perguntar o porquê de o sistema antigo não satisfazer suas necessidades: é devido ao suporte técnico pouco eficiente, novas customizações são muito onerosas ou qual outro fator. O razão a qual a sua empresa optou pela troca do LMS deve ter peso maior em relação aos demais no decorrer dessa escolha. Caso vocês ainda não possuam um LMS instalado você poderá procurar em outras empresas do seu segmento e do mesmo porte para pesquisar qual LMS utilizado por eles, e pedir opiniões a respeito de qual o melhor sistema utilizar.
Dependendo da resposta a essa pergunta diferentes pontos devem ser priorizados: caso a sua empresa busque um gerenciamento mais ágil e eficaz das certificações a ferramenta de Certificados do LMS contratado devem ser mais completas. Por outro lado se a sua empresa busca uma interface totalmente alinhada com a sua interface atual e quer dar a cara da empresa ao sistema o fornecedor deve prover um suporte a Customizações eficiente e de boa qualidade
Esse é um tópico que está em plena ascensão quando falamos a respeito de LMS: COLABORAÇÃO. Caso o LMS a ser contratado tenha entre seus propósitos aumentar a colaboração entre os funcionários de um time ou até mesmo de toda uma empresa as características de Aprendizado Social, assim como a disponibilização de Mídias Sociais, devem estar presentes no sistema. Essas ferramentas podem ser propagandeadas como Web 2.0, mas o intuito é um só: Colaboração.
Essas são algumas perguntas importantes a se fazer no momento da contratação de um sistema tão importante para uma empresa como um LMS. E você, quais perguntas considera importante a serem feitas no ato da contratação de um LMS? Quais colunas adicionaria à tabela disponibilizada como modelo?
Aguardo seus comentários,
Alexandre Costa Monteiro
6
O custo real do Moodle
0 Comentários | Criado por wilton.pinheiro em Educação a Distância, Terceirização
Post inspirado no artigo “The real cost of a Free (Open Source) LMS!“
Nos últimos anos eu ouvi e li bastante sobre o Moodle, um Learning Management System (LMS) com mais de 51 mil instalações no mundo todo. Por ser um software de código aberto, qualquer usuário pode baixar o pacote do software gratuitamente e utilizá-lo sem restrições, porém essa “gratuidade” não é sempre verdade e após explicar isso várias vezes para os clientes do B2Learn detalho abaixo os custos envolvidos.
Esse artigo não indica que eu seja contra o Moodle, mas acho importante detalhar essas custos para que futuros usuários estejam cientes do que estão planejando. Acredito que o Moodle é útil e extremamente recomendado para alguns casos.
A escolha de um LMS é um processo delicado, que deve ser muito bem especificado e planejado para atender aos objetivos da instituição. Se a recomendação for pelo Moodle, podemos dividir os custos da seguinte forma:
- Licenças do software
- Customizações
- Instalação
- Configuração
- Hospedagem
- Manutenção
A licença do Moodle é gratuita, sem discussões. Os outros componentes dependem de como você vai optar por implantar:
- Você vai a um revendedor do Moodle que oferece tudo em um pacote só: customização, instalação, configuração, manutenção e hospedagem nos servidores dele. Nesse caso você vai pagar pelas customizações e uma fee mensal para ter seu LMS. A relação pouco difere dos LMS tradicionais, a não ser que o preço dessa fee seja abaixo dos outros LMS proprietários no mercado. Recomendo pesquisar… essas horas de customização podem sair BEM caras, já que trabalhar em cima de código dos outros não é trivial. Também deve ser verificado se a empresa é realmente um agente ativo na comunidade de desenvolvedores e será capaz de dar a manutenção técnica necessária para seu LMS.
- Você vai no departamento de TI e pede para seus “técnicos” instalarem o Moodle naquele servidor que você já possui. Ai você me pergunta: isso não é gratis??? Depende, mas para maioria dos casos não…. abaixo alguns custos e riscos envolvidos:
- Seu técnico conhece o Moodle? Conhece a tecnologia envolvida? Participa da comunidade de desenvolvedores? Se a resposta for “não”, então como você espera que ele instale e configure algo de acordo com o que você precisa? E mais, como ele vai dar suporte a essa ferramenta? Se o sistema cair numa terça-feira as 20h00 como ele vai conseguir resolver isso?
- Seu técnico provavelmente já está bem ocupado com outras coisas… ele vai ter tempo para dedicar ao seu LMS?
- Se você tiver mais que 500 alunos será difícil manter o Moodle rodando como um “extra” no seu servidor. Será necessário investimento para a infraestrutura do LMS
- É difícil encontrar alguma instituição que não precise de ao menos uma customização…. se o seu técnico não conhece o Moodle, como ele vai customizar? Seu Moodle vai ficar igual aos 50 mil outros existentes?
- Na comunidade de software aberto é comum surgir upgrades com melhorias e resolução de bugs constantemente. Quem vai acompanhar e implementar isso?
- Qual sua estratégia de longo prazo para o LMS? Se você não investir no Moodle, você vai conseguir fazer alguma diferença no mercado?
- Mesmo se você for contratar funcionários e argumentar que o custo deles será menor que adquirir um LMS proprietário, é difícil encontrar profissionais prontos no mercado. Será necessário formar esses profissionais e isso também é custoso e arriscado (outras pessoas vão estar de olho nelel).
Você deve estar se perguntando então, quando o Moodle é recomendado? O mais apropriado é tirar essa conclusão baseado em um planejamento de longo prazo do seu LMS, mas abaixo cito alguns casos que concordo:
- Universidades públicas que contam com ampla infraestrutura de servidores e vasta mão de obra técnica. Além disso o setor público incentiva o uso de ferramentas de código aberto.
- Instituições que estão fazendo os primeiros testes ou pilotos em e-Learning (ou EAD)
- Instituições que não tem grandes planos para seu LMS e precisam de algo apenas para “constar”
Você tem outros exemplos? Outros argumentos? Concorda ou discorda? Por favor, comente!
Abraços!
26
10 Coisas a serem consideradas antes de publicar seu curso em e-Learning
4 Comentários | Criado por Alexandre Monteiro em B2Learn, Blended learning, Desenvolvimento de eLearning, Design Instrucional, Educação a Distância, Sem categoria
Olá pessoal,
Nos desculpem pela falta de novos posts no nosso blog, mas estamos bastante atarefados aqui na Zaine – o que acabou fazendo com que deixássemos o Blog2Learn um pouco de lado.
Esse post, que marca a volta da nossa atividade por aqui, trata de um assunto bem interessante: o que devemos levar em consideração antes de fazermos o “release” de um novo curso? Ele foi reproduzido a partir do seguinte post do blog The Rapid Learning Blog, da comunidade do Articulate.
É impressionante como alguém novo pode encontrar pequenos problemas que você pode ter deixado passar durante a fase de produção. Então, antes de lançar qualquer curso é uma ótima idéia pedir que outras pessoas o revisem. Você vai querer descobrir qualquer problema escondido antes do grande dia.
Na maioria das vezes você acaba encontrando pequenos problemas como erros de digitação ou links quebrados. Entretanto há algumas vezes em que você se depara com problemas técnicos maiores. Em qualquer caso é bom que esses problemas sejam descobertos antes do lançamento para que você não seja exposto ao ridículo.
Nesse post exploraremos algumas idéias em torno do processo de revisão e de deixar o curso pronto para ser lançado. Tenha em mente que nós estamos no final do processo de produção e idealmente um protótipo foi criado em algum ponto no início do seu projeto. Essa foi o momento onde o fluxo e o conteúdo do curso foi apresentado ao seu cliente, e ele confirmou que tudo está ok. É também onde você convidou alguns potenciais usuários para revisa-lo.
Você sempre precisará fazer alguns ajustes, mas grandes surpresas não deveriam ser esperadas durante a revisão final. Estamos falando basicamente a respeito de uma revisão para verificarmos a qualidade final do curso, que o mesmo está completo e que tudo está pronto para ser colocado em um ambiente de produção.
Revisão com o Cliente:
Antes de fazer um piloto do curso com seus usuários finais o desenvolvedor, cliente e os especialistas no assunto devem se reunir e revisar todo o curso. Nesse ponto você está quase no fim do projeto, então nenhuma grande mudança deve ser esperada. Você estará procurando por coisas como:
- Há algum erro de digitação ou de gramática?
- Todos os links e recursos externos estão funcionando?
- Todo o conteúdo está lá?
- O conteúdo é preciso?
- Há planos de implementação já desenvolvidos?
Você deve fazer isso antes de se encontrar com o cliente, mas as vezes quando você trabalha no mesmo conteúdo por muito tempo é fácil deixar que pequenos erros passem despercebidos.
A informação para contato está correta? Todos os links funcionam e vão para onde deveriam? Revise qualquer coisa em que o usuário acessará fora do conteúdo do curso para ter certeza que eles funcionam e que vão para os lugares certos.
Há algumas coisas que você não aprende a respeito do curso até que o mesmo esteja quase finalizado. Isso se aplica principalmente a clientes que não sabem exatamente o que está acontecendo até que eles vejam o produto final. Certifique-se que o fluxo está correto e que o conteúdo do curso está alinhado com a informação disponibilizada.
Algumas vezes a informação a ser passada muda ao longo do processo de criação do curso – isso se aplica principalmente em treinamentos de políticas internas da empresa ou de conformidade.
O que acontece após a finalização do curso? Cada organização é diferente, mas normalmente um componente de marketing é envolvido juntamente com o lançamento de um curso. Você também tem que ter certeza que os responsáveis de TI ou pelo LMS estão cientes do que está havendo, para não termos a situação onde você criou um excelente curso de eLearning mas os PCs ainda não estão equipados com caixas de som ou fones de ouvido.
Se você tiver sorte esse processo será extremamente tranquilo e sem maiores problemas. Infelizmente esse tipo de projeto pode começar a ficar problematico ao seu final. Para evitar esse tipo de problema defina regras claras – a primeira delas sendo que no início do projeto você receberá uma aprovação formal do cliente a respeito do que será entregue e quando.
Outra sugestão é não trazer uma pessoa nova para a revisão final. Uma situação comum é quando um cliente está tão feliz com o final do curso que ele convida o seu chefe: durante a revisão o chefe, que não havia visto o curso anteriormente, começa a recomendar modificações. Como ele é o chefe você tem um problema.
Revisão com o Usuário:
A revisão com o seu cliente será diferente da revisão com os participantes do mesmo. Enquanto na primeira você revisará os objetivos do projeto na segunda você testará a efetividade do curso. Abaixo seguem alguns pontos aos quais você deve estar atento:
- A navegação está clara?
- Você forneceu as instruções corretas?
- O curso é muito sexy para o seu corpo?
- Acompanhe os usuário utilizando o curso?
- O curso cobre os seus objetivos?
O usuário sabe como ir de A a B? Ao mesmo tempo que você não precisa se exceder nas instruções você tem que ter certeza que tudo que o participante precisa fazer para avançar no curso está bem claro.
Se você quer que o participante faça algo um pouco diferente da navegação normal certifique-se que as instruções necessárias foram fornecidas.
As vezes nós queremos ir além para criar algo único – nada errado com isso. O problema é quando a navegação do curso é tão pouco convencional que chega a ser confuso ao usuário. Se você precisar de criar um módulo de treinamento para ensinar a como se utilizar o curso isso pode ser um sinal que a interface deve ser revista. Em qualquer caso tente estar atento ao que os usuários reclamam a respeito da estrutura – o que pode ser óbvio para você pode não ser para eles.
Constantemente nós solicitamos um feedback enviando um link aos usuários e esperando que eles retornem suas considerações. Entretanto é valioso sentar-se e acompanha-los utilizando o curso. Você poderá ver quantas vezes eles clicam em um determinado conteúdo, para onde eles olham e ter uma idéia melhor se algo no design está confuso. Encontre ao menos uma pessoa a qual você acompanhará fazendo o curso.
Você deve ter certeza que o produto final produz os resultados esperados. O usuário alcançou todos os objetivos de aprendizado? As avaliações fornecem todas as informações que você precisa?
Um desafio para revisões de usuário é que elas podem ser destruidoras de ego. Você coloca muito tempo montando um curso, talvez até tentando novas opções, e em apenas alguns minutos toda a sua felicidade cai por terra após a primeira crítica.
Por isso é tentador que você faça algumas ressalvas nos feedbacks recebidos uma vez que eles não são “designes instrucionais treinados” e nem sempre entendem o que você está tentando fazer. Não caia nessa. Seja modesto e realmente considere esse feedbak: ele o ajudará na construção de cursos melhores.
Mesmo que você só tenha uma pessoa para testar o curso isso não é um problema. Meu conselho é que você encontre alguem que não tenha qualquer interesse em eLearning e que até tenha algumas dificuldades técnicas. Fique longe de pessoas que criem cursos ou que entendam algo sobre Interface de Usuário, uma vez que eles tem tendência a complicar as coisas com suas opiniões profissionais.
Essas são algumas dicas básicas para a revisão final de seu projeto. Eu vejo a revisão com o cliente como uma verificação final da qualidade, enquanto a revisão com o usuário consiste em uma maneira de testar que tudo funciona como planejado para aqueles que querem realizar o curso.
Como foi dito anteriormente você não vai querer esperar até o final do seu projeto para verificar se seu curso funciona ou não. Uma boa prática é fazer um protótipo rapidamente em Power Point e testar suas idéias, navegação e o fluxo do conteúdo. Se há quaisquer problemas maiores eles aparecerão nesse ponto, o que acabará fazendo com que você economize muito tempo.
18
eLearning x Pegadas de Carbono (Carbon Footprint)
2 Comentários | Criado por Alexandre Monteiro em B2Learn, Educação a Distância, Futuro da Tecnologia, Futuro do Treinamento, Inovação
A cada dia que passa ouvimos mais e mais a respeito do aquecimento global, Protocolo de Kyoto, COP-15 e como grandes empresas como Samsung, Natura, Nokia e outras estão tentando se adequar a esse novo paradigma mundial.
Dentre as ações praticadas por essas empresas no sentido de diminuir as chamadas Pegadas de Carbono (Carbon Footprint) – que podem ser definidas como “a quantidade de CO2 produzida direta ou indiretamente por um indivíduo, organização, evento ou produto” – estão desde a pesquisa por produtos que causem menos dano ao meio ambiente até a conscientização de seus funcionários para tentar diminuir suas pegadas tanto na empresa quanto em casa. Decidi escrever esse post após ler esse artigo em um blog sobre energias renováveis.
Ao ler o título do mesmo fiquei bastante impressionado porque achei que o assunto seria como o eLearning, em comparação com os métodos de treinamento convencionais, levava à diminuição das chamadas pegadas de carbono. Confesso que fiquei um pouco decepcionado quando vi que se tratava apenas de utilizar o eLearning no sentido de conscientizar/treinar funcionários a economizar energia,papel,água e outras ações que sejam menos nocivas ao meio ambiente – não que essa iniciativa não seja extremamente válida, muito pelo contrário.
Após algum tempo pensando a respeito resolvi fazer alguns cálculos e responder a essa seguinte pergunta: A utilização do eLearning, por si só, leva à redução de Pegadas de Carbono?
Para chegar a uma conclusão tive que considerar 2 (duas) empresas hipotéticas cuja equipe de 30 Gerentes Regionais necessitam participar de um curso de 16 horas de “Motivação de Equipes”. A empresa “A” requisitou que todos os seus funcionários se deslocassem até a sua Matriz para realizar esse curso, enquanto na empresa “B” o mesmo treinamento foi disponibilizado via eLearning. Abaixo vemos os cálculos detalhados para cada uma dessas empresas:
Empresa A - As considerações levantadas para esse cenário seguem abaixo:
- Os 30 gerentes deverão pegar um avião para chegar à matriz. Considerando a extensão de nosso país podemos considerar que a média de distância dessas viagens seria de 1000 km
- Como os cursos serão ministrados presencialmente o material de aula deverá ser impresso em forma de apostila. Dada a extensão do mesmo podemos considerar que cada apostila teria ao menos 200 páginas.
Utilizando as ferramentas de cálculo de Pegadas de Carbono disponibilizadas por várias organizações de defesa do meio ambiente chegamos à conclusão que o total de CO2 produzido somente nas viagens dos funcionários chega 7200 Kg, enquanto a quantidade relativa ao papel utilizado é igual a 24,78 Kg
Empresa B: Como os funcionários dessa empresa não necessitarão viajar para realizar o curso descrito anteriormente e o mesmo será disponibilizado inteiramente via um LMS podemos concluir que o único recurso utilizado por esses gerentes será um notebook. O gasto proveniente da energia elétrica utilizada por 30 computadores por 16 horas cada é igual a 10 Kg de CO2, levando em consideração um notebook com uma fonte de 120W.
Enquanto em um curso presencial o total de CO2 produzido chegou a 7224 Kg no mesmo curso a distância, via eLearning e sem comprometer a qualidade do mesmo, a quanditade de dióxido de carbono produzida foi de apenas 10 Kg. Vocês podem argumentar que nem todas as variáveis foram consideradas nesse cálculo, mas um fato não pode ser negado: O eLEARNING PODE SER UTILIZADO COMO FORMA DE REDUÇÃO DE PEGADAS DE CARBONO. Quantas viagens desnecessárias podem ser economizadas ao se disponibilizar um curso corporativo a distância? Quantos Kg de CO2 poderão deixar de ser produzidos caso o eLearning continue a ser mais e mais presente no dia a dia das grandes (e pequenas) corporações? Os convido a refletir acerca desse assunto, para que possamos fazer o nosso mundo um mundo melhor para as próximas gerações, com ações cada vez mais simples e de fácil adesão.
Go green !!!
30
e-Learning mais efetivo que ensino presencial?
0 Comentários | Criado por Daniel Madruga de Aquino em Blended learning, Educação a Distância, Futuro da Tecnologia, Futuro do Treinamento, Links externos
Que e-Learning facilita o acesso universal à educação todo mundo já sabia. O que alguns ainda discutem é se essa flexibilização não vem sob pena de uma perda de qualidade do processo de ensino/aprendizagem.
Hoje eu li um relatório do Departamento de Educação dos EUA que apresentava, entre outras coisas interessantes, resultados de um estudo sistemático sobre a eficácia da apredizagem online em relação ao ensino presencial. E, pasmem os críticos do e-learning, o relatório sugere que o ensino online seja mais eficaz que o ensino presencial a partir de um certo nível de escolaridade (universitário).
O estudo analisou os resultados de cursos universitários e de pós-graduação de diferentes áreas ministrados de 3 formas distintas: totalmente presencial, semipresencial (parte presencial e parte online) e totalmente online. Os resultados mostraram, com números estatisticamente expressivos, que as turmas submetidas aos cursos no modelo semipresencial, com parte do curso online e parte presencial, apresentaram um desempenho melhor que as demais, seguidos dos cursos ministrados totalmente online. Na página 18 o relatório diz que “O resultado geral da análise constatou que cursos com ensino online (sejam eles completamente online ou semipresencial) produzem em média resultados melhores por parte dos estudantes se comparados com cursos ministrados de forma totalmente presencial.”.
O relatório atribui o melhor desempenho dos alunos dos cursos online a uma combinação de fatores encontrados nessa modalidade, como maior oportunidade de colaboração e uma maior variedade de mídias de aprendizagem, que acabam fazendo com que os alunos dediquem mais tempo aos cursos online que aos presenciais.
Apesar de eu ser um “aluno online” experiente e de trabalhar com educação a distância, os resultados desse estudo me surpreenderam. Não pelo fato dele constatar que o e-learning pode ser mais efetivo que o ensino presencial, mas sim pelos fatores descritos como razões para isso. Quem tiver um tempinho extra, vale a pena ler o relatório completo em http://www.ed.gov/rschstat/eval/tech/evidence-based-practices/finalreport.pdf
27
Problemas comuns ao desenvolver eLearning
0 Comentários | Criado por wilton.pinheiro em Administração, Corporativo, Desenvolvimento de eLearning, Design Instrucional, Educação a Distância, Links externos
Quando desenvolve-se um treinamento ou programa de educação a distância (eLearning) são diversas as variáveis envolvidas, por isso cada caso deve ser tratado com toda atenção necessária. Soluções genéricas não são bem aceitas pelos estudantes e o processo para desenvolvimento de treinamentos deve ser usado como referência pelos profissionais da área. Resumindo: não existe fórmula mágica! Porém, podemos evitar alguns caminhos “perigosos”.
Abaixo cito alguns dos principais problemas encontrados por clientes:

- Design:
- Animações infantilizadas
- Interação entre os personagens da animação, mas não com o aluno
- Módulos inteiramente dependentes da tecnologia Flash
- Falta de análise custo/benefício quanto as mídias a serem utilizadas
- Design focado no instrutor e não no aluno
- Desenvolvimento:
- Alto custo
- Baixa agilidade – demora na entrega
27
Processo para Desenvolvimento de Treinamento
4 Comentários | Criado por wilton.pinheiro em Administração, Corporativo, Desenvolvimento de eLearning, Design Instrucional, Educação a Distância, Links externos, Mobile, Métricas
Quando desenvolvemos um treinamento ou programa de educação naturalmente passamos pelo processo representado na imagem abaixo, seja ele presencial ou a distância.

- Desenvolvimento de novo produto
- Implantação de novo processo
- Criação de novo serviço
- Atualização do conhecimento
- Qual os objetivos do treinamento ou programa?
- Qual formato?
- Presencial
- A distância (eLearning)
- Mobile
- Centrado no aluno ou no instrutor?
- Quais os recursos disponíveis?
- Orçamento $$$
- Tempo
- Experiência
- Conhecimento
- Desenvolvimento das mídias
- Interatividade
- Elementos sociais
- Avaliações e feedback
- Granularidade dos módulos
- Controle de prazo e orçamento
- Feedback:
- Conteúdo
- Interatividade
- Suporte aos alunos
- Suporte técnico
- Análise das avaliações
- Pesquisas de satisfação
- Análise das métricas relacionadas a absorção do conteúdo
