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CAT | Futuro da Tecnologia

Meu amigo e consultor Rodolfo Baccarelli enviou um dos melhores vídeos que já vi para descrever a Geração Y do ponto de vista histórico e apontar sua influência no futuro econômico e social.

Pluralismo, simultaneidade e liberdade são características intrínsecas a Geração Y. Trazendo para nosso contexto de aprendizagem corporativa e gestão do conhecimento: o novo sempre intimida. Como engajar e motivar esses jovens no ambiente de trabalho? Como acompanhar o dinamismo social?

Como diz o vídeo, quem acha que já sabe bastante e está em paz com seu espaço e atitudes está oficialmente excluído.

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Bruno Ayres, fundador e coordenador do Portal do Voluntário, foi nosso convidado para um bate papo sobre o crescimento do trabalho voluntário, a utilização das mídias sociais como agentes deste crescimento e ainda como a prática das ações sociais determina o interesse dos jovens talentos pelas empresas.

Lançado em dezembro de 2000, o Portal do Voluntário surgiu como plataforma de continuidade ao Programa Voluntários, da Comunidade Solidária. Seu crescimento aconteceu em paralelo ao crescimento das redes sociais, e talvez até em função destas, já que também foi uma das primeiras aplicações de voluntariado em redes sociais do mundo. “Senão a primeira” – conforme nos conta Bruno.

Pioneirismo é a palavra chave desta conversa: Bruno Ayres fez carreira junto ao terceiro setor, desmitificando a idéia de que uma organização não governamental é financeiramente inviável; ao mesmo tempo fez a história acontecer, unindo forças diversas da sociedade em prol da prática do trabalho voluntário.

Podemos dizer sim que o crescimento do trabalho voluntário no Brasil, assim como o aumento do engajamento das pessoas é diretamente relacionado ao trabalho de Bruno. Por isso, nada mais justo que sua identificação imediata como agente direto na transformação do mundo, para o bem.

O portal é agora V2V Brasil, uma empresa híbrida, com atuação dentro e fora do país. Conheça a história que vale a pena ser contada, recontada e que continua sendo escrita. A várias mãos.

B2L: Por favor, conte um pouco da história e motivação para a criação da V2V.

Formei-me em Administração de empresas pela UNB e desde que era estudante tinha uma veia empreendedora muito forte. Fui da Empresa Junior da UNB, ocupei um cargo operativo, depois marketing, cheguei a Presidente e nessa experiência eu acabei fazendo muitos contatos. Fundei a minha primeira empresa aos 22 anos de idade. Era uma empresa de informação, de pesquisa de mercado e opinião pública. Esta foi a minha primeira experiência empreendedora.

Esta empresa existiu por cerca de 4 anos e depois eu decidi fazer um mestrado no Rio de Janeiro. Me interessei muito pelo tema social. Sempre tinha na cabeça que eu poderia trabalhar numa coisa como essa e na época que eu fiz faculdade não se falava muito em terceiro setor, não era considerado uma carreira. A idéia era sempre “primeiro vá ganhar o seu dinheiro e depois faça alguma coisa voltada para isto”.

Aí eu vi que o terceiro setor era uma oportunidade profissional interessante e eu quis estudar o assunto e trabalhar com isto. Vim para o Rio fazer uma tese de mestrado sobre como a informação pode estimular pessoas a serem voluntárias. Estudando isto eu me engajei no programa de voluntários da Comunidade Solidária da Ruth Cardoso.

Logo no primeiro ano surgiu a oportunidade de fazer o Portal do Voluntário. Nós fizemos e foi um sucesso danado no primeiro ano. O projeto deveria durar somente um ano! Acabou que dura até hoje. Comemoramos 10 anos. Foi uma experiência muito interessante, eu pude implementar várias coisas que eu tinha estudado na Universidade no campo prático. Uma das coisas que ficou muito clara na minha pesquisa de mestrado é que a informação fortalece o cidadão para que ele seja voluntário e faz com que algumas barreiras sejam transpostas com isso, como por exemplo, uma formalização excessiva na atividade voluntária no Brasil.

Antes, havia uma idéia muito romântica de que o ideal seria você profissionalizar ações voluntárias e isso gerava um engessamento muito grande já que conseguir uma atividade voluntária era quase que como conseguir um emprego. Você tinha mil entrevistas e todo aquele processo de recrutamento congelava a vitalidade do voluntário, aquela que ele tem quando quer começar a se voluntariar. Nem todas as atividades voluntárias precisam de uma formalização. Quando você vai atuar em um hospital ou em alguma coisa muito crítica você precisa saber muitas normas, por exemplo. Mas a maioria dos voluntários são pessoas como eu e você, que tem uma idéia, se juntam e vão fazer alguma coisa. Não necessariamente passam por um processo formal de engajamento. Focamos então nas pessoas que tinham as idéias e queriam fazer coisas até porque o número de Instituições no Brasil hoje, cerca de 300 mil, pesa de um lado da balança, mas do outro você tem quase 60 milhões de brasileiros que querem ser voluntários. Então mesmo se as instituições estivessem todas prontas para receber os voluntários, teria muita gente na fila.

Resolvemos fazer um sistema em que as pessoas pudessem, elas mesmas, entrar em contato pra realizar suas coisas, divulgar suas ações, enfim. Foi quando começamos a trabalhar com a idéia de blog em 2002 e aí nos deparamos com o Orkut. Nos pareceu incrível, pouca gente no Brasil usava na época e resolvemos, no final de 2003, que colocaríamos nosso formato de blog, em um formato de redes sociais. A gente certamente foi uma das primeiras aplicações de voluntariado em redes sociais do mundo(senão a primeira) e fez muito sucesso com isto.

Em 2004 fomos convidados para congressos internacionais, apresentamos nossas idéias de desformalização do voluntariado junto com a discussão de Web 2.0, que era novíssima na época. Isto tudo nos deu um impulso muito grande. No Brasil multiplicamos nosso número de parceiros. Somente um parênteses: a gente se viabiliza financeiramente customizando nossa rede. O Portal do Voluntariado para uso dentro das empresas privadas. Toda a sociedade pode usar o Portal de forma gratuita, mas quem quer customizações nos paga para que façamos isto. Empresas como Itaú, Vale, HSBC são empresas que tem o seu Portal do Voluntariado corporativo para os funcionários.

O numero de parceiros se multiplicou muito e fomos convidados para fazer o V2V nos EUA em parceria com o Starbucks. Isto foi em 2006/ 2007. Implementamos lá e hoje o V2V é uma empresa.

De 2 anos pra cá, percebemos que não tínhamos nenhuma ação social direta, éramos mais ferramenteiros, oferecíamos o serviço somente. Percebemos que precisávamos de um dinamismo gerencial que a ONG não dá no sentido de investimentos, pagar as pessoas como a iniciativa privada, reter talentos.

Hoje, a V2V é uma empresa social que tem hoje cerca de 100 mil participantes, usuários do mundo inteiro e desenvolve cerca de 20 mil acessos voluntários.

 

B2L: A história é impressionante. A V2V foi uma das primeiras redes sociais brasileiras e a rede social é hoje uma “commoditie” : todo mundo usa Facebook, Orkut. Como vai ser a sinergia da V2V com estas outras redes de outros nichos. Como você falou, o V2V usa estas mídias para poder potencializar os todos os canais.

Começamos este ano a fazer as conexões. Os novos V2Vs já estão surgindo com conexões com o Twitter, Facebook e Orkut. A idéia é que estas plataformas todas se conectem, para que possamos informar voluntários que estão em qualquer uma delas e a partir daí, quem quiser se aprofundar vai para dentro do V2V. Nossa idéia é conversar com todos, há uma proliferação muito grande das redes e eu acho isso ótimo, torna tudo mais transparente, a coisa flui muito melhor e realmente, aquela visão de futuro que a gente tinha que as relações voluntárias seriam cada vez mais pessoais e menos formais, realmente acabou acontecendo. Parte porque a gente ajudou, mas em grande parte porque a sociedade queria e caminhou pra isso naturalmente.

 

B2L: Na sua opinião, qual a principal característica que diferencia um voluntário de algum colaborador pago?

Desejo, a vontade de participar e a independência. Ninguém obriga o voluntario a participar, você precisa ter o acordo dele para que ele faça e isto torna qualquer atividade diferente na essência.

Uma vez eu conheci o Jimmy Wales, uma das coisas que ele falou foi que mesmo que ele tivesse todo o dinheiro do mundo para pagar a Wikipédia, não existiria a Wikipedia. Toda a liberdade, a diversidade de assuntos, por menores e mais localizados que eles sejam, não haveria esta vivacidade, não fosse o fato deles serem voluntários.

Acho que o voluntariado está na essência da criatividade, mesmo o trabalho pago, coisas realmente geniais, o que está por trás é realmente uma vontade muito grande de resolver algum problema. O cara vai além das horas pagas, pensa fora da caixa, assume riscos. Para tudo isto, ele ta doando um pouco de si. Eu acho que todas as coisas grandes são realizadas com um intuito voluntário.

B2L: Traçando um paralelo com a Geração Y, os jovens talentos que estão hoje no mercado: estes jovens não são motivados exclusivamente pelo salário. Um balde de dinheiro não faz estes jovens trabalharem mais ou menos, eles precisam da oportunidade de aprendizado, da relevância; sentir que fazem parte de um todo. Você acha que o perfil destes jovens que estão entrando nas empresas agora, ou mesmo empreendendo, é mais próximo ao de um voluntário?

Eu acho que sim. Acho que essa garotada entende perfeitamente tudo isso que você falou. Não basta um bom pacote de benefícios, é preciso conquistar um pouco da alma deles também. Cada vez mais eles procuram empresas que estejam preocupadas com a sustentabilidade, com o impacto que o seu negócio, produto ou serviço tem sobre a sociedade. Eu penso que a empresa que não tem isso, não irá pegar os melhores talentos.

Penso ainda que é por isso que todas as empresas estão fazendo seus programas de voluntariado e estão preocupadas com estes temas. É um pré requisito básico na retenção de talentos. Quando eu penso na minha experiência, quando era jovem eu queria fazer tais coisas, mas o mercado parecia um só: vá atrás de dinheiro, priorize isto, ou não existe outro mundo. Descobri ao longo da minha carreira, que não é assim. Fiz uma carreira no terceiro setor, hoje tenho uma empresa híbrida e eu acho que estes mundos estão se misturando cada vez mais. Você não precisa mais isolar a sua escolha “eu quero é dinheiro” ou “eu quero a ação social”. Você pode muito bem ganhar a sua vida, trazendo um produto que a sociedade precise, que seja bom pra ela e que seja bom para você ao mesmo tempo. Estas fronteiras vão, cada vez mais, se diluir. E a empresa que não responder aos anseios não só materiais, mas também pessoais dos seus funcionários, pensando no que eles querem, qual a visão de sociedade que eles têm e como ela pode ajudar este colaborador a realizar esta visão social, vão ficar para trás.

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lilianeferrariJornalista, produtora cultural, blogueira. É heavy-user de internet e participa de redes sociais. Já foi eleita pelo site IG uma das 10 Mulheres Brasileiras Mais Influentes das Mídias Brasileiras. O currículo completo (http://lilianeferrari.wordpress.com/), não pode ser lido simplesmente. Deve ser admirado com todo o respeito necessário às suas intensas realizações. Parece até incabível se nos atentarmos aos seus declarados 13 anos de carreira. Facilita o entendimento se prestarmos atenção a algumas auto-definições: “Tenho a curiosidade no nível máximo! Hiperativa crônica!”

Ah sim. Agora faz sentido!

Em um bate-papo com o Blog2Learn, tentamos entender um pouco sobre o seu jeito de aprender e sua visão sobre as novas formas de aprendizagem presentes nas mídias sociais.

Agradecemos a oportunidade de tê-la aqui, compartilhando e inaugurando uma série de entrevistas sobre este assunto tão presente no nosso cotidiano virtual.

B2L: Quando deparada com a necessidade de estudar, como você descreveria seu processo de aprendizagem?

Primeiro eu faço uma busca num Google. Começo a dar uma olhada no que encontrei, faço uma triagem no que encontrei para encontrar o que é melhor, nos que tem informação mais confiável, porque nem tudo que aparece da pra você ler e confiar que esta certinho. Depois, se eu gosto muito do assunto, compro um livro. Ainda não leio livros em pdf, não gosto muito. Busco complementar com livro, um de papel mesmo. Eu ainda não consigo ler um livro em pdf. Quando eu leio ou vejo um programa, gosto de contar pra todo mundo. Funciona, para mim, como uma forma de aprender. Quando eu falo aquilo que eu li, eu geralmente aprendo. Tenho esta necessidade.

B2L: Qual o papel da rede social, blogs e twitter no aprendizado?

De me mostrar conhecimentos diversos, diversos pontos de vista. No twitter, por exemplo, sempre tem o assunto do dia. Ali eu sigo e posso ver diversos pontos de vista, várias pessoas diferentes. Pessoas que apóiam, que desaprovam, que tem um raciocínio mais sofisticado sobre aquilo que foi falado e que reflexiona mais e outras que já são mais espontâneas e falam o que pensam. Eu gosto de ter aquilo como ferramenta para ser meio um panorama de como as pessoas estão pensando.

B2L: Então hoje em dia é importante saber como as pessoas pensam em volta de você?

Sim, e como pensam como elaboram o pensamento, eu acho legal ver.

B2L: Vamos pensar nos últimos 10-12 anos. Pelo que entendi,  você é uma pessoa muito social, que precisa de gente, Você é uma pessoa que se conecta com outras pessoas, que está sempre no social. Como mudou essa sua rede?

Eu sempre gostei muito de pessoas, de falar com todo mundo. Na escola, desde a 7ª série eu queria ser representante de classe, queria passar em todas as salas, falava com todo mundo, agitava festinha e tal. Da 7ª série até hoje passou um tempão, mas eu praticamente continuo tendo a mesma vontade de falar com pessoas, de ver pessoas. A Internet, para mim, somente potencializou porque quando você não tem internet você depende do seu corpo físico pra conseguir dar conta de ir ao seu amigo, falar com ele, sair, andar, ir pra um lugar e pro outro. Quando você está na internet, está parado ali, quietinho e ao mesmo tempo você fala com todos os seus amigos. Dá uma otimizada no tempo. Facilita muito e é essa coisa que facilita, potencializa. Você gasta menos energia e faz mais coisas.

B2L: Pensando um pouco na geração Y. Ela é rotulada como aqueles que nasceram  depoisp de 1980 e são caracterizados pelo imediatismo, com uma necessidade de estar conectados, precisam se sentir parte de um grupo, fazer acontecer. Isso não é uma coisa comum a todos e não exclusiva a esta faixa etária, mas é uma característica em linhas gerais. Existe uma questão grande hoje em dia quanto ao amadurecimento desta geração. Qual o impacto, a mudança na sociedade você imagina que vai ocorrer com o amadurecimento da Geração Y e a chegada no poder?

Acho que dentro desta geração tem aquelas pessoas que também são parecidas comigo. Que gostam de falar, conversar com o outro, existem em rede e tal. Acho que existe um outro grupo dentro desta geração que tem uma personalidade que não é esta “quero ter um milhão de amigos no facebook” ou “quero ter um monte de gente me seguindo no twitter”. Acho que tem ainda gente que apesar de ter nascido numa geração bem mais digital do que eu, que nasci em 75,  ainda usa a ferramenta como gente que gosta de falar com gente.

O que eu acho que pode melhorar é que estas pessoas já tem a tecnologia incorporada no dia a dia, no cotidiano. Então, talvez quando estas pessoas chegarem ao poder,  as questões de tecnologia e facilitação de processos burocráticos podem ser melhorados porque vai ser uma geração mais familiarizada para usar  as ferramentas. Elas são coisas muito cotidianas, corriqueiras em termos técnicos. Mas em termos de conteúdo e relacionamento eu sempre acreditei que faz muito mais parte da personalidade da geração.

Sou formada desde 1996 e vejo muita diferença. Já fizemos reunião de formados. Tenho colegas da faculdade que não sabem usar e-mail direito. Outro dia fui em um evento e tinha uma garota novinha de 19 anos dizendo como ela lidava com a Internet e eu me achei muito mais parecida com ela do que  com as pessoas que são da minha idade. Por isso eu acho que é mais uma coisa de personalidade.

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Softwares sociais dominaram a Internet nos últimos anos, alimentando um crescimento maciço de plataformas colaborativas, como blogs e wikis, e uma enorme expansão das redes sociais em comunidades virtuais. Essas tecnologias estão levando os consumidores a participarem de uma forma nunca antes vista do processo decisório das empresas e chegou a hora das empresas começarem a adotá-las como parte das suas estratégias de gestão da informação e do conhecimento. É a idéia da “Enterprise 2.0” ou “Empresa 2.0”. Foi assim que eu interpretei a mensagem passada por Andrew McAfee, pesquisador do Center for Digital Business no MIT Sloan School of Management, em entrevista concedida ao jornal da consultoria McKinsey.

Apesar da entrevista ter sido publicada em um vídeo curto de 10 minutos, ela é tão densa em termos de conteúdo que eu planejei uma série de artigos para discutir cada um dos tópicos abordados por McAfee.

A pergunta de hoje é:

“Como a Enterprise 2.0 está mudando a maneira como trabalhamos?”

Andrew McAfee:

“Eu acho que estamos muito mais próximo da maneira como realmente queremos trabalhar. Para mim foi muito elucidante entender a história da Wikipedia” (…) “… no início eles pensaram que a maneira de fazer isso era criar um processo em sete passos bem definidos” (…) “… atrairam pouca atenção com essa abordagem.”

“Foi somente quando eles disseram: ‘Ok, vamos esquecer isso tudo. Vamos apenas criar essa coisa estranha chamada Wiki, (…) onde cada um vai poder escrever o que quiser’”(…) “que eles viram o quanto as pessoas ficaram extremamente entusiasmadas em juntar forças e fazer o que era natural para elas.  O que foi fascinante para eles e também para mim, foi quando percebemos a qualidade do trabalho que estava sendo produzido.”

Minha opinião:

O ponto fundamental nessa resposta foi “deixe as pessoas trabalharem da forma que elas querem”. Tentar definir processos rígidos para controlar o modo como as pessoas aprendem, geram conhecimento e inovam em um ambiente colaborativo é bobagem.

Essa é, historicamente, uma das coisas mais difíceis de fazer os clientes entenderem quando estamos montando estratégias de implantação do B2Learn, nosso produto de redes sociais corporativas. Um exemplo recorrente é a preocupação que alguns deles tem em sequenciar de forma rígida os conteúdos para formar um curso online. É o famoso “bloquear o botão próximo”. A prática mostrou que não adianta impedir que o usuário veja o módulo 3 antes do 2 ou colocar um contador que só vai habilitar o botão “Próximo” depois de 5 minutos. Sequenciar o conteúdo, sugerindo o caminho a ser seguido, em alguns casos pode até ser uma boa idéia, mas impor essa ordem, ou muito pior, o ritmo, é tremendamente ineficiente e muitas vezes irritante para os usuários.

Apesar disso, é fantástico ver como essa ânsia por controle total e rigidez vem ficando mais brandas nos últimos anos. Hoje, mais da metade das instalações do B2Learn parece muito mais com um Orkut corporativo do que com uma adaptação do modelo Aula/Provas/Resultados para o mundo online.

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Estamos realizando uma pesquisa com diversos funcionários e colaboradores de empresas brasileiras sobre como eles aprendem e como isso impacta no seu futuro profissional.

Se você trabalha, por favor nos ajude com essa pesquisa! Envie para seus contatos. Em breve postaremos o resultado aqui no blog.

http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dG9UdmgxOV9WdVR6Szg5Mnl1WnRiUHc6MA

 

Obrigado!

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A cada dia que passa ouvimos mais e mais a respeito do aquecimento global, Protocolo de Kyoto, COP-15 e como grandes empresas como Samsung, Natura, Nokia e outras estão tentando se adequar a esse novo paradigma mundial.

Dentre as ações praticadas por essas empresas no sentido de diminuir as chamadas Pegadas de Carbono (Carbon Footprint) – que podem ser definidas como “a quantidade de CO2 produzida direta ou indiretamente por um indivíduo, organização, evento ou produto” – estão desde a pesquisa por produtos que causem menos dano ao meio ambiente até a conscientização de seus funcionários para tentar diminuir suas pegadas tanto na empresa quanto em casa. Decidi escrever esse post após ler esse artigo em um blog sobre energias renováveis.

Ao ler o título do mesmo fiquei bastante impressionado porque achei que o assunto seria como o eLearning, em comparação com os métodos de treinamento convencionais, levava à diminuição das chamadas pegadas de carbono. Confesso que fiquei um pouco decepcionado quando vi que se tratava apenas de utilizar o eLearning no sentido de conscientizar/treinar funcionários a economizar energia,papel,água e outras ações que sejam menos nocivas ao meio ambiente – não que essa iniciativa não seja extremamente válida, muito pelo contrário.

Após algum tempo pensando a respeito resolvi fazer alguns cálculos e responder a essa seguinte pergunta: A utilização do eLearning, por si só, leva à redução de Pegadas de Carbono?

Para chegar a uma conclusão tive que considerar 2 (duas) empresas hipotéticas cuja equipe de 30 Gerentes Regionais necessitam participar de um curso de 16 horas de “Motivação de Equipes”. A empresa “A” requisitou que todos os seus funcionários se deslocassem até a sua Matriz para realizar esse curso, enquanto na empresa “B” o mesmo treinamento foi disponibilizado via eLearning. Abaixo vemos os cálculos detalhados para cada uma dessas empresas:

Empresa A - As considerações levantadas para esse cenário seguem abaixo:

  • Os 30 gerentes deverão pegar um avião para chegar à matriz. Considerando a extensão de nosso país podemos considerar que a média de distância dessas viagens seria de 1000 km
  • Como os cursos serão ministrados presencialmente o material de aula deverá ser impresso em forma de apostila. Dada a extensão do mesmo podemos considerar que cada apostila teria ao menos 200 páginas.

Utilizando as ferramentas de cálculo de Pegadas de Carbono disponibilizadas por várias organizações de defesa do meio ambiente chegamos à conclusão que o total de CO2 produzido somente nas viagens dos funcionários chega 7200 Kg, enquanto a quantidade relativa ao papel utilizado é igual a 24,78 Kg

Empresa B: Como os funcionários dessa empresa não necessitarão viajar para realizar o curso descrito anteriormente e o mesmo será disponibilizado inteiramente via um LMS podemos concluir que o único recurso utilizado por esses gerentes será um notebook. O gasto proveniente da energia elétrica utilizada por 30 computadores por 16 horas cada é igual a 10 Kg de CO2, levando em consideração um notebook com uma fonte de 120W.

 

Enquanto em um curso presencial o total de CO2 produzido chegou a 7224 Kg no mesmo curso a distância, via eLearning e sem comprometer a qualidade do mesmo, a quanditade de dióxido de carbono produzida foi de apenas 10 Kg. Vocês podem argumentar que nem todas as variáveis foram consideradas nesse cálculo, mas um fato não pode ser negado: O eLEARNING PODE SER UTILIZADO COMO FORMA DE REDUÇÃO DE PEGADAS DE CARBONO. Quantas viagens desnecessárias podem ser economizadas ao se disponibilizar um curso corporativo a distância? Quantos Kg de CO2  poderão deixar de ser produzidos caso o eLearning continue a ser mais e mais presente no dia a dia das grandes (e pequenas) corporações? Os convido a refletir acerca desse assunto, para que possamos fazer o nosso mundo um mundo melhor para as próximas gerações, com ações cada vez mais simples e de fácil adesão.

Go green !!!

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No mundo da tecnologia criar um produto que seja fácil de usar é difícil e não há dúvidas que a simplicidade vende, basta citar a Apple.

Recentemente li uma entrevista do Eric Acher, sócio fundador da Monashees Capital, em que ele disse: “ Em educação, acreditamos no crescimento explosivo do e-learning, mas não como o conhecemos hoje. No novo e-learning a qualidade do conteúdo planejado por educadores será tão importante quanto o design de interface a a experiência do usuário.

Hoje eu estava assistindo a uma palestra do David Pogue no TED Talks em que ele fala de forma bem divertida e musical sobre a evolução das interfaces de software e os erros mais comuns que as grandes empresas cometeram e cometem. Fiquei pensando no mesmo exercício para o eLearning:

  • Quantas vezes os usuários não conseguem achar o curso dentro do LMS (Ex.: Ambiente Virtual, Universidade Corporativa)?
  • Quantos cursos online te obrigam a seguir um caminho de aprendizado pré-definido sem nem mesmo avaliar o seu conhecimento prévio sobre o assunto?
  • Quantos módulos desses cursos não de forçam a assistir 10 minutos de diálogo entre personagens virtuais para explicar algo que você leria em 1 minuto?
  • Quantos cursos online se dizem interativos sendo que a interatividade acontece entre os personagens virtuais e o usuário só tem que pressionar “Avançar” ou “Voltar”?

Eu já vi isso várias vezes e considero que são problemas de usabilidade, de não pensar exatamente na experiência do usuário e não aceitar a diversidade do seu público alvo. David Pogue recomenda:

  • Antecipe o esforço do seu público
  • Conte os cliques
  • O difícil não é decidir quais funcionalidades adicionar, mas sim quais deixar de fora

O desafio nas nossas mãos agora, profissionais do eLearning, está em saber identificar quais são as necessidades específicas de cada usuário e atendê-las de forma personalizada, sem replicar no online o mesmo modelo conceitual dos cursos presenciais. Para isso presisamos alinhar e evoluir nosso LMS (Learning Management System), nosso processo de design instrucional, o desenvolvimento dos módulos e a experiência dos nossos usuários.

Já começamos esse processo com o B2Learn, e você?

Link para o Vídeo do David Pogue

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Que e-Learning facilita o acesso universal à educação todo mundo já sabia. O que alguns ainda discutem é se essa flexibilização não vem sob pena de uma perda de qualidade do processo de ensino/aprendizagem.

Hoje eu li um relatório do Departamento de Educação dos EUA que apresentava, entre outras coisas interessantes, resultados de um estudo sistemático sobre a eficácia da apredizagem online em relação ao ensino presencial. E, pasmem os críticos do e-learning, o relatório sugere que o ensino online seja mais eficaz que o ensino presencial a partir de um certo nível de escolaridade (universitário).

O estudo analisou os resultados de cursos universitários e de pós-graduação de diferentes áreas ministrados de 3 formas distintas: totalmente presencial, semipresencial (parte presencial e parte online) e totalmente online. Os resultados mostraram, com números estatisticamente expressivos, que as turmas submetidas aos cursos no modelo semipresencial, com parte do curso online e parte presencial, apresentaram um desempenho melhor que as demais, seguidos dos cursos ministrados totalmente online. Na página 18 o relatório diz que “O resultado geral da análise constatou que cursos com ensino online (sejam eles completamente online ou semipresencial) produzem em média resultados melhores por parte dos estudantes se comparados com cursos ministrados de forma totalmente presencial.”.

O relatório atribui o melhor desempenho dos alunos dos cursos online a uma combinação de fatores encontrados nessa modalidade, como maior oportunidade de colaboração e uma maior variedade de mídias de aprendizagem, que acabam fazendo com que os alunos dediquem mais tempo aos cursos online que aos presenciais.

Apesar de eu ser um “aluno online” experiente e de trabalhar com educação a distância, os resultados desse estudo me surpreenderam. Não pelo fato dele constatar que o e-learning pode ser mais efetivo que o ensino presencial, mas sim pelos fatores descritos como razões para isso. Quem tiver um tempinho extra, vale a pena ler o relatório completo em http://www.ed.gov/rschstat/eval/tech/evidence-based-practices/finalreport.pdf

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