CAT | Futuro do Treinamento
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FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM SOCIAL INOVA O E-LEARNING E AJUDA A RETER JOVENS TALENTOS DA GERAÇÃO Y
0 Comentários | Criado por wilton.pinheiro em B2Learn, Educação a Distância, Futuro do Treinamento, Redes Sociais
B2Learn tem como foco o desenvolvimento da aprendizagem colaborativa e ajuda empresas a desenvolverem novas formas de conhecimento e a reter talentos, principalmente jovens da geração Y
• A interatividade e a necessidade de uma nova comunicação nas corporações levaram a Zaine – empresa de tecnologia com foco na criação de softwares – a desenvolver o B2Learn, uma plataforma voltada exclusivamente para empresas promoverem conhecimento colaborativo entre a geração Y
• O B2Learn já está sendo usado por grandes empresas como Itaú Cultural e Banco Santander com intuito de levar aos jovens uma proposta de aprendizado diferente das opções do mercado e com atrativo suficiente para reter talentos nas empresas
Uma tendência mundial é a de atender as necessidades da geração Y – uma referência às pessoas nascidas de 1980 em diante e que vêm revolucionando mercados e destruindo conceitos e pré-determinações. Este público carrega entre suas características profissionais diferenças pungentes em sua forma de atuar, aceitar e até de entender o que o mercado corporativo oferece e busca. Esse descompasso tem gerado desgaste e desperdícios de tempo e investimentos das grandes empresas na contratação e treinamento de pessoas.
Assim, na busca por oferecer um serviço de qualidade para o segmento de educação corporativa e de assimilar as novas necessidades do mercado, surgiu o B2Learn, uma plataforma de internet desenvolvida pela Zaine. O B2Learn chegou com o desafio de ir além do e-learning tradicional e oferecer soluções assertivas e propostas diferenciadas para o desenvolvimento de pessoas nas empresas.
Com foco no público jovem, o B2Learn usa os conceitos das redes sociais mais conhecidas, como o Twitter e o Facebook. Voltado ao treinamento e a inclusão dos profissionais na cultura da empresa, ajuda a área de recursos humanos na árdua tarefa de reter os jovens talentos, pois o sistema amplia a interação e faz com que o profissional se sinta parte da corporação mais rapidamente, criando vínculos mais fortes com parceiros, chefes e colegas de trabalho.
“Observamos as mudanças do mercado no segmento de aprendizagem corporativa e percebemos que o modelo antigo não conseguia atender ao público mais jovem, que busca interatividade, rapidez e linguagem diferenciada. Esse foi o pontapé para desenvolvermos o B2Learn”, destaca o fundador da Zaine, Wilton Pinheiro.
O B2Learn foi criado para suprir a falta de engajamento e motivação dos profissionais com os e-learnings hoje disponíveis no mercado, principalmente pelo público jovem. A solução proposta é uma ferramenta de aprendizagem social junto com um time de especialistas para ajudar a implementar, gerir e mensurar programas de aprendizagem colaborativa.
Para Pinheiro, o e-learning tradicional é feito de forma unidirecional e não mapeia a relação aluno-aluno e professor-aluno. Além disso, não reproduz a sala de aula como ambiente social e as conversas de corredor. “Coisas que você teria em um ambiente educacional não existem no e-learning convencional. Então, decidimos usar o sistema colaborativo para trabalhar essa desconexão. Por que não fazer com que as pessoas se sintam parte de um grupo?”, questiona.
“No B2Learn, a ideia não é apenas transmitir conhecimentos. A ideia é construir e compartilhar conhecimentos”, aponta Pinheiro.
Conflito de gerações e evasão de trainees
Hoje em dia, a maioria das grandes empresas bloqueia o uso de redes sociais. E os jovens entram nas empresas querendo conhecer e aprender tudo de forma rápida.
Boa parte dos jovens se sente isolada, porque a empresa não tem gente para fazer uma tutoria em 100% do tempo. Aí o estagiário ou trainee não consegue conhecer a organização como um todo e a frustração toma conta.
Tanto é que as taxas de evasão em programas de estágio ou trainees são altíssimas. E os custos que uma empresa arca com eles também o são. E o que se percebe é que muitos destes jovens saem dos programas por acreditarem que a cultura da empresa não serve para eles e por se sentirem deslocados.
Como funciona o B2Learn
O B2Learn engloba uma rede social corporativa, aos moldes do Facebook, onde as pessoas se reconhecem virtualmente e criam conexões e, com isso, geram maior engajamento.
As salas virtuais reúnem usuários em torno de temas e é onde as pessoas podem compartilhar conhecimentos. O jovem talento se torna parte da instituição, sendo ativo e relevante, o que gera maior motivação e retenção.
Além disso, o B2Learn oferece o serviço de gestão colaborativa: profissionais da Zaine fazem a gestão da ferramenta, visando aplicar metodologias de estímulo, criar relatórios e gerenciar a convergência das discussões.
O sistema utiliza ferramentas síncronas como assíncronas. Entre as síncronas, os principais destaques são as de bate-papo e vídeo online (transmissão de cursos ao vivo, por exemplo). Entre as assíncronas, fórum, wiki e blog.
A ferramenta dispõe de alta flexibilidade para customizações a um baixo custo e é desenvolvida pelo modelo de Software-as-a-Service (Software como Serviço).
A Zaine
A Zaine foi criada, em 2008, a partir da união entre os engenheiros de computação Wilton Pinheiro e Daniel Madruga. Ambos graduaram-se na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O B2Learn é um produto da Zaine Software, empresa que trabalha no modelo de SaaS (Software como um Serviço) atuando no mercado de gestão e transmissão do conhecimento. A Zaine tem como objetivo principal disponibilizar soluções inovadoras e customizadas a cada um de seus clientes, sempre focando em qualidade na prestação de serviços, sejam eles em consultoria ou na disponibilização de sistemas.
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Todos queremos ser jovens (We all want to be young)
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Meu amigo e consultor Rodolfo Baccarelli enviou um dos melhores vídeos que já vi para descrever a Geração Y do ponto de vista histórico e apontar sua influência no futuro econômico e social.
Pluralismo, simultaneidade e liberdade são características intrínsecas a Geração Y. Trazendo para nosso contexto de aprendizagem corporativa e gestão do conhecimento: o novo sempre intimida. Como engajar e motivar esses jovens no ambiente de trabalho? Como acompanhar o dinamismo social?
Como diz o vídeo, quem acha que já sabe bastante e está em paz com seu espaço e atitudes está oficialmente excluído.
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Empresa 2.0: a nova maneira como trabalhamos
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Softwares sociais dominaram a Internet nos últimos anos, alimentando um crescimento maciço de plataformas colaborativas, como blogs e wikis, e uma enorme expansão das redes sociais em comunidades virtuais. Essas tecnologias estão levando os consumidores a participarem de uma forma nunca antes vista do processo decisório das empresas e chegou a hora das empresas começarem a adotá-las como parte das suas estratégias de gestão da informação e do conhecimento. É a idéia da “Enterprise 2.0” ou “Empresa 2.0”. Foi assim que eu interpretei a mensagem passada por Andrew McAfee, pesquisador do Center for Digital Business no MIT Sloan School of Management, em entrevista concedida ao jornal da consultoria McKinsey.
Apesar da entrevista ter sido publicada em um vídeo curto de 10 minutos, ela é tão densa em termos de conteúdo que eu planejei uma série de artigos para discutir cada um dos tópicos abordados por McAfee.
A pergunta de hoje é:
“Como a Enterprise 2.0 está mudando a maneira como trabalhamos?”
Andrew McAfee:
“Eu acho que estamos muito mais próximo da maneira como realmente queremos trabalhar. Para mim foi muito elucidante entender a história da Wikipedia” (…) “… no início eles pensaram que a maneira de fazer isso era criar um processo em sete passos bem definidos” (…) “… atrairam pouca atenção com essa abordagem.”
“Foi somente quando eles disseram: ‘Ok, vamos esquecer isso tudo. Vamos apenas criar essa coisa estranha chamada Wiki, (…) onde cada um vai poder escrever o que quiser’”(…) “que eles viram o quanto as pessoas ficaram extremamente entusiasmadas em juntar forças e fazer o que era natural para elas. O que foi fascinante para eles e também para mim, foi quando percebemos a qualidade do trabalho que estava sendo produzido.”
Minha opinião:
O ponto fundamental nessa resposta foi “deixe as pessoas trabalharem da forma que elas querem”. Tentar definir processos rígidos para controlar o modo como as pessoas aprendem, geram conhecimento e inovam em um ambiente colaborativo é bobagem.
Essa é, historicamente, uma das coisas mais difíceis de fazer os clientes entenderem quando estamos montando estratégias de implantação do B2Learn, nosso produto de redes sociais corporativas. Um exemplo recorrente é a preocupação que alguns deles tem em sequenciar de forma rígida os conteúdos para formar um curso online. É o famoso “bloquear o botão próximo”. A prática mostrou que não adianta impedir que o usuário veja o módulo 3 antes do 2 ou colocar um contador que só vai habilitar o botão “Próximo” depois de 5 minutos. Sequenciar o conteúdo, sugerindo o caminho a ser seguido, em alguns casos pode até ser uma boa idéia, mas impor essa ordem, ou muito pior, o ritmo, é tremendamente ineficiente e muitas vezes irritante para os usuários.
Apesar disso, é fantástico ver como essa ânsia por controle total e rigidez vem ficando mais brandas nos últimos anos. Hoje, mais da metade das instalações do B2Learn parece muito mais com um Orkut corporativo do que com uma adaptação do modelo Aula/Provas/Resultados para o mundo online.
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Minha experiência na BluePages, a maior rede social corporativa do mundo
0 Comentários | Criado por Daniel Madruga de Aquino em B2Learn, Corporativo, Futuro do Treinamento, Inovação, Redes Sociais
Tive o prazer de trabalhar como engenheiro de software na IBM, uma das empresas que, na minha opinião, prova que tradição e inovação é uma mistura que dá certo na busca por sucesso.
Na época eu trabalhava em uma equipe global do Linux Technology Center. Eu ficava sozinho no Brasil e meus colegas espalhados em alguns estados dos Estados Unidos, na Inglaterra e na Índia. Foi lá que pela primeira vez experimentei o uso intensivo da Internet para me comunicar com colegas de trabalho. Entre as ferramentas que usávamos uma me chamou especial atenção, sobretudo pelo volume de usuários e pela atividade gerada. Era a BluePages, rede social corporativa interna da IBM, criada no início da década de 2000 para conectar funcionários que, como eu, viviam em “cantos remotos” do mundo e/ou trabalhavam em equipes geograficamente distribuidas. Em 2007, quando eu sai da IBM, a BluePages tinha 450.000 perfis de colaboradores e recebia 6 milhões de visitas diárias.
A BluePages é uma versão modificada das redes sociais abertas como Orkut e Facebook. Ela permite a criação de perfis de usuários com informações de contato, fotos, criação de biografia, descrição de competências pessoais, interesses profissionais e pessoais, criação de blogs e compartilhamento de bookmarks, assim como conexão com “colegas” e mecanismos de tagging (marcação de conteúdos com palavras-chave).
O primeiro efeito que essa rede teve sobre mim foi de me dar a sensação de conhecer meus colegas de trabalho, mesmo eles estando a milhares de km de mim. Depois de pouco tempo na empresa eu os reconheceria andando no meio da rua. Começava os conference calls perguntando como estava o andamento da venda da casa da minha chefe, ou como havia sido o fim de semana na praia de um dos meus colegas que acabou virando um amigo. Ou seja, eu me sentia interagindo com seres humanos e não com um email ou um número de telefone.
A segunda coisa que percebi foi como era fácil achar pessoas com habilidades específicas dentro da IBM. Eu trabalhava como engenheiro de testes de um produto relativamente complexo, formado por vários componentes. Em um estágio do projeto eu deveria elaborar ferramentas de testes para um compilador Java. Logo eu percebi que para fazer um trabalho decente eu precisaria da ajuda de um especialista na tecnologia e que esse perfil era inexistente na minha equipe. Em alguns minutos de busca na BluePages eu descobri que uma das maiores assumidades no assunto trabalhava na IBM da Inglaterra e uma hora depois eu estava conversando com ela.
Tempos depois o IBM Watson Research Center lançou o Beehive, uma rede social experimental para a empresa que vai muito além das funcionalidades oferecidas pela BluePages. Mas esse é um assunto para um próximo post!
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4 benefícios da Rede Social Corporativa
0 Comentários | Criado por wilton.pinheiro em B2Learn, Corporativo, Futuro do Treinamento, Inovação, Redes Sociais
1 – Acesso rápido ao conhecimento
2 – Expansão das conexões pessoais e o contato mais próximo
3 – Livre exposição da identidade pessoal virtual e reputação
4 – Referências, depoimentos, benchmarking e atualização por RSS
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O LMS vai sobreviver?
0 Comentários | Criado por wilton.pinheiro em B2Learn, Futuro do Treinamento, Inovação, Redes Sociais
Li um post do Amit Gautam do UpsideLMS que me motivou a iniciar essa discussão em português. Será que com a ascensão das redes sociais, dos sistemas colaborativos e das ações de aprendizado informal o futuro do LMS é desaparecer?
Eu acho que não! As empresas ainda vão precisar muito do LMS e abaixo explico meu ponto:
- LMS não gerencia apenas e-Learning: ele é responsável também por gerenciar cursos presenciais, coordenar a alocação de sala e recursos de apoio, monitorar trilhas de aprendizagem e fazer a manutenção de certificados. Dificilmente isso vai sumir nas empresas nos próximos 10 anos, então o LMS se faz necessário
- Mapear processos: desenvolvimento de funcionários é algo monitorado dentro e fora das empresas. Muitos setores da indústria possuem treinamentos obrigatórios para os funcionários (Ex.: Anti lavagem de dinheiro nos bancos) e a empresa deve reportar esses dados aos órgãos reguladores, ou seja, o LMS tem que estar lá para garantir que o funcionário fez o curso, emitir o certificado, fazer a manutenção da validade do certificado e gerar relatórios confiáveis. Vários processos internos e externos são mapeados nos LMS´s
- Facilitar aprendizagem informal: ”Gerenciamento” e “Informal” não são palavras que combinam muito bem… então por que precisamos de um LMS se a empresa agora investe no aprendizado informal? Primeiro, porque esse tipo de aprendizado sempre existiu… se a empresa agora investe na aprendizagem informal é porque ela descobriu o fluxo de informações que estava correndo longe dos olhos dos gestores e agora está buscando conhecer melhor isso (conhecer pode ser lido como monitorar). Segundo, porque o LMS é necessário para facilitar essa aprendizagem informal e tentar transformar conhecimento tácito em explícito, afinal esse é o maior asset de muitas empresas. Salas colaborativas, fóruns, instant messangers, grupos de email, wiki, etc… São componentes de um LMS que facilita essas ações informais.
É fato que o LMS não mudou muito na forma como ele foi concebido nos anos 90, muito “manage” e pouco “learn”, mas ele vai evoluir! Agora é a hora de evoluir! Nós do B2Learn apostamos nesse novo LMS que dá suporte e mapeia ações de aprendizagem formal, mas também oferece uma completa estrutura social para que as pessoas se conectem e compartilhem conhecimento.
Não é a toa que nosso slogan é: Conectar . Compartilhar . Aprender
E você? Acha que o LMS vai sobreviver?
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Pesquisa sobre canais de aprendizagem
0 Comentários | Criado por wilton.pinheiro em B2Learn, Futuro da Tecnologia, Futuro do Treinamento, Inovação
Estamos realizando uma pesquisa com diversos funcionários e colaboradores de empresas brasileiras sobre como eles aprendem e como isso impacta no seu futuro profissional.
Se você trabalha, por favor nos ajude com essa pesquisa! Envie para seus contatos. Em breve postaremos o resultado aqui no blog.
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dG9UdmgxOV9WdVR6Szg5Mnl1WnRiUHc6MA
Obrigado!
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eLearning x Pegadas de Carbono (Carbon Footprint)
2 Comentários | Criado por Alexandre Monteiro em B2Learn, Educação a Distância, Futuro da Tecnologia, Futuro do Treinamento, Inovação
A cada dia que passa ouvimos mais e mais a respeito do aquecimento global, Protocolo de Kyoto, COP-15 e como grandes empresas como Samsung, Natura, Nokia e outras estão tentando se adequar a esse novo paradigma mundial.
Dentre as ações praticadas por essas empresas no sentido de diminuir as chamadas Pegadas de Carbono (Carbon Footprint) – que podem ser definidas como “a quantidade de CO2 produzida direta ou indiretamente por um indivíduo, organização, evento ou produto” – estão desde a pesquisa por produtos que causem menos dano ao meio ambiente até a conscientização de seus funcionários para tentar diminuir suas pegadas tanto na empresa quanto em casa. Decidi escrever esse post após ler esse artigo em um blog sobre energias renováveis.
Ao ler o título do mesmo fiquei bastante impressionado porque achei que o assunto seria como o eLearning, em comparação com os métodos de treinamento convencionais, levava à diminuição das chamadas pegadas de carbono. Confesso que fiquei um pouco decepcionado quando vi que se tratava apenas de utilizar o eLearning no sentido de conscientizar/treinar funcionários a economizar energia,papel,água e outras ações que sejam menos nocivas ao meio ambiente – não que essa iniciativa não seja extremamente válida, muito pelo contrário.
Após algum tempo pensando a respeito resolvi fazer alguns cálculos e responder a essa seguinte pergunta: A utilização do eLearning, por si só, leva à redução de Pegadas de Carbono?
Para chegar a uma conclusão tive que considerar 2 (duas) empresas hipotéticas cuja equipe de 30 Gerentes Regionais necessitam participar de um curso de 16 horas de “Motivação de Equipes”. A empresa “A” requisitou que todos os seus funcionários se deslocassem até a sua Matriz para realizar esse curso, enquanto na empresa “B” o mesmo treinamento foi disponibilizado via eLearning. Abaixo vemos os cálculos detalhados para cada uma dessas empresas:
Empresa A - As considerações levantadas para esse cenário seguem abaixo:
- Os 30 gerentes deverão pegar um avião para chegar à matriz. Considerando a extensão de nosso país podemos considerar que a média de distância dessas viagens seria de 1000 km
- Como os cursos serão ministrados presencialmente o material de aula deverá ser impresso em forma de apostila. Dada a extensão do mesmo podemos considerar que cada apostila teria ao menos 200 páginas.
Utilizando as ferramentas de cálculo de Pegadas de Carbono disponibilizadas por várias organizações de defesa do meio ambiente chegamos à conclusão que o total de CO2 produzido somente nas viagens dos funcionários chega 7200 Kg, enquanto a quantidade relativa ao papel utilizado é igual a 24,78 Kg
Empresa B: Como os funcionários dessa empresa não necessitarão viajar para realizar o curso descrito anteriormente e o mesmo será disponibilizado inteiramente via um LMS podemos concluir que o único recurso utilizado por esses gerentes será um notebook. O gasto proveniente da energia elétrica utilizada por 30 computadores por 16 horas cada é igual a 10 Kg de CO2, levando em consideração um notebook com uma fonte de 120W.
Enquanto em um curso presencial o total de CO2 produzido chegou a 7224 Kg no mesmo curso a distância, via eLearning e sem comprometer a qualidade do mesmo, a quanditade de dióxido de carbono produzida foi de apenas 10 Kg. Vocês podem argumentar que nem todas as variáveis foram consideradas nesse cálculo, mas um fato não pode ser negado: O eLEARNING PODE SER UTILIZADO COMO FORMA DE REDUÇÃO DE PEGADAS DE CARBONO. Quantas viagens desnecessárias podem ser economizadas ao se disponibilizar um curso corporativo a distância? Quantos Kg de CO2 poderão deixar de ser produzidos caso o eLearning continue a ser mais e mais presente no dia a dia das grandes (e pequenas) corporações? Os convido a refletir acerca desse assunto, para que possamos fazer o nosso mundo um mundo melhor para as próximas gerações, com ações cada vez mais simples e de fácil adesão.
Go green !!!
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Fácil é Difícil
0 Comentários | Criado por wilton.pinheiro em B2Learn, Desenvolvimento de eLearning, Design Instrucional, Futuro da Tecnologia, Futuro do Treinamento
No mundo da tecnologia criar um produto que seja fácil de usar é difícil e não há dúvidas que a simplicidade vende, basta citar a Apple.
Recentemente li uma entrevista do Eric Acher, sócio fundador da Monashees Capital, em que ele disse: “ Em educação, acreditamos no crescimento explosivo do e-learning, mas não como o conhecemos hoje. No novo e-learning a qualidade do conteúdo planejado por educadores será tão importante quanto o design de interface a a experiência do usuário.”
Hoje eu estava assistindo a uma palestra do David Pogue no TED Talks em que ele fala de forma bem divertida e musical sobre a evolução das interfaces de software e os erros mais comuns que as grandes empresas cometeram e cometem. Fiquei pensando no mesmo exercício para o eLearning:
- Quantas vezes os usuários não conseguem achar o curso dentro do LMS (Ex.: Ambiente Virtual, Universidade Corporativa)?
- Quantos cursos online te obrigam a seguir um caminho de aprendizado pré-definido sem nem mesmo avaliar o seu conhecimento prévio sobre o assunto?
- Quantos módulos desses cursos não de forçam a assistir 10 minutos de diálogo entre personagens virtuais para explicar algo que você leria em 1 minuto?
- Quantos cursos online se dizem interativos sendo que a interatividade acontece entre os personagens virtuais e o usuário só tem que pressionar “Avançar” ou “Voltar”?
Eu já vi isso várias vezes e considero que são problemas de usabilidade, de não pensar exatamente na experiência do usuário e não aceitar a diversidade do seu público alvo. David Pogue recomenda:
- Antecipe o esforço do seu público
- Conte os cliques
- O difícil não é decidir quais funcionalidades adicionar, mas sim quais deixar de fora
O desafio nas nossas mãos agora, profissionais do eLearning, está em saber identificar quais são as necessidades específicas de cada usuário e atendê-las de forma personalizada, sem replicar no online o mesmo modelo conceitual dos cursos presenciais. Para isso presisamos alinhar e evoluir nosso LMS (Learning Management System), nosso processo de design instrucional, o desenvolvimento dos módulos e a experiência dos nossos usuários.
Já começamos esse processo com o B2Learn, e você?
Link para o Vídeo do David Pogue
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e-Learning mais efetivo que ensino presencial?
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Que e-Learning facilita o acesso universal à educação todo mundo já sabia. O que alguns ainda discutem é se essa flexibilização não vem sob pena de uma perda de qualidade do processo de ensino/aprendizagem.
Hoje eu li um relatório do Departamento de Educação dos EUA que apresentava, entre outras coisas interessantes, resultados de um estudo sistemático sobre a eficácia da apredizagem online em relação ao ensino presencial. E, pasmem os críticos do e-learning, o relatório sugere que o ensino online seja mais eficaz que o ensino presencial a partir de um certo nível de escolaridade (universitário).
O estudo analisou os resultados de cursos universitários e de pós-graduação de diferentes áreas ministrados de 3 formas distintas: totalmente presencial, semipresencial (parte presencial e parte online) e totalmente online. Os resultados mostraram, com números estatisticamente expressivos, que as turmas submetidas aos cursos no modelo semipresencial, com parte do curso online e parte presencial, apresentaram um desempenho melhor que as demais, seguidos dos cursos ministrados totalmente online. Na página 18 o relatório diz que “O resultado geral da análise constatou que cursos com ensino online (sejam eles completamente online ou semipresencial) produzem em média resultados melhores por parte dos estudantes se comparados com cursos ministrados de forma totalmente presencial.”.
O relatório atribui o melhor desempenho dos alunos dos cursos online a uma combinação de fatores encontrados nessa modalidade, como maior oportunidade de colaboração e uma maior variedade de mídias de aprendizagem, que acabam fazendo com que os alunos dediquem mais tempo aos cursos online que aos presenciais.
Apesar de eu ser um “aluno online” experiente e de trabalhar com educação a distância, os resultados desse estudo me surpreenderam. Não pelo fato dele constatar que o e-learning pode ser mais efetivo que o ensino presencial, mas sim pelos fatores descritos como razões para isso. Quem tiver um tempinho extra, vale a pena ler o relatório completo em http://www.ed.gov/rschstat/eval/tech/evidence-based-practices/finalreport.pdf
