Blog2Learn | Conectar, compartilhar e aprender

CAT | Sem categoria

mar/11

29

A Geração Y tem jeito?

Fonte: Sidnei Oliveira / Exame

A cada encontro, workshop e palestra que apresento, sou questionado sobre as características dos jovens de hoje, conhecidos como Geração Y. A principal preocupação quase sempre é como orientar os jovens de forma que não percam suas melhores características?

Talvez já tenhamos passado da hora de discutir sobre como “dar um jeito” na Geração Y.

O que temos agora é um cenário estabelecido, com comportamentos sedimentados pelo “jeito” que lidamos com esta geração quando ela ainda estava em formação. Devemos nos adaptar a este novo cenário, afinal, muitos comportamentos atribuídos a Geração Y, fazem parte de nosso cotidiano, independente da geração. Por exemplo, muito se fala da capacidade de realizar diversas coisas ao mesmo tempo – os multitarefas – qualquer pessoa hoje é um pouco assim, assiste um programa na TV enquanto está respondendo um email no notebook ou atende o celular enquanto está dirigindo.

A Geração Y cresceu de forma diferenciada. São jovens completamente conectados, que possuem uma grande intimidade com as novas tecnologias de comunicação ( internet, celulares e redes sociais). Eles valorizam muito os relacionamentos e buscam participar de experiências inovadoras. Gostam de desafios onde possam usar todo seu potencial e que proporcionem feedbacks rápidos. São mais pragmáticos, contudo perdem o foco com facilidade.

O que é que pode ser feito então?

O maior desafio talvez seja o de proporcionar um ambiente mais adequado no mercado de trabalho, preparando os jovens para serem os profissionais do futuro – os lideres do futuro.

Estamos em um tempo de mudanças de paradigmas. Trabalhar em casa já não é mais um absurdo, principalmente depois do surgimento do notebook, celulares e e-mails. Conceitos como “dias úteis”  e “horário comercial” estão completamente alterados com toda tecnologia digital. O jovem profissional sabe que o trabalho está invadindo sua “vida pessoal”, por isso acha natural que “sua vida” também invada o trabalho.

Entre as principais contribuições que esses jovens podem oferecer às empresas em que trabalham certamente está a ousadia para “quebrar paradigmas” e promover inovações que possam diferenciar a empresa no mercado hiper-competitivo.

Este é o  grande dilema, pois o conhecimento tácito, adquirido com a experiência funcional, ainda está restrito aos profissionais mais experientes, que relutam em transferir estas experiências para os mais jovens, demonstrando evidente comportamento de autopreservação.

O jovem da geração Y não convive com este tipo de cenário por muito tempo e isso tem provocado o aumento nos índices de rotatividade das empresas – entenda-se “aumento dos custos de qualificação e reposição do quadro de funcionários”. O jovem atual é o primeiro profissional que manifesta a expectativa de conciliar suas “duas vidas”, por isso as empresas devem reavaliar muitas de suas diretrizes, pois precisam manter este novo profissional.

Devemos lembrar o tempo todo que os jovens se preparam para empregos que ainda não existem, onde usarão tecnologias que ainda não foram inventadas para resolver problemas que ainda não sabemos que serão problemas.

Fonte: Sidnei Oliveira / Exame

No tags

Fonte: http://www.sidneioliveira.com.br/artigos_interna.php?id=97

Bom, o que você acharia de ganhar aproximadamente R$ 15 mil por mês, para ser o zelador de uma ilha paradisíaca, onde teria que coletar correspondências, passear pelas areias brancas, alimentar tartarugas marinhas e peixes, e observar o mergulho das baleias? Sua principal responsabilidade seria fazer posts diários em um blog, incluindo fotos e vídeos mostrando como foi o seu dia.

O empregador disponibiliza uma casa com três quartos e sacadas com vista para o mar, além de um buggy para transporte na ilha. As exigências são simples: ser comunicativo e saber escrever e ler em inglês. O empregador destaca que não é preciso ter qualificações acadêmicas, porém, é necessário saber nadar e ter espírito aventureiro.

Esse emprego existiu e foi anunciado há dois anos, em plena crise econômica mundial. A ideia surgiu para promover um lugar turístico na Austrália e teve, evidentemente, um grande efeito. Milhares de candidatos, de mais de 200 países, se inscreveram, contudo, apenas um candidato foi escolhido.

O inusitado desse episódio é que o emprego duraria apenas 6 meses, depois desse período, o contrato estaria encerrado e ele precisaria procurar outro emprego.

O britânico Ben Southall foi o escolhido no processo seletivo. Foi ele quem perdeu o “emprego dos sonhos” para se tornar um guia turístico. Será que ele foi feliz no melhor emprego do mundo?

Veja o vídeo

Provavelmente ele teve momentos felizes, contudo o conceito de felicidade é flexível e totalmente mutante, e é isso que permite uma reflexão sobre o que é a verdadeira expectativa sobre o melhor emprego do mundo.

Ser zelador na ilha, proporcionou um grande desenvolvimento pessoal ao sr. Ben, que trabalhava como arrecadador de verbas em sua cidade natal. A experiência teve o mérito de proporcionar um novo estágio de autoconhecimento. O emprego certamente criou condições financeiras mais vantajosas e o local de trabalho realmente era absolutamente agradável. Contudo, mesmo tendo características únicas, não foi suficiente para atingir as reais expectativas do Sr. Ben.

Depois de explorar o trabalho por algum tempo, ele descobriu que tinha uma vocação natural para a aventura, por isso começou a desejar mais desafios, mais conhecimento desse seu novo talento.

Usando de muita criatividade, o Sr. Ben conseguiu achar uma forma de transformar sua experiência em um empreendimento que fosse mais duradouro. Hoje ele é um respeitado guia turístico na Austrália e promove aventuras para seus clientes.

Ter a chance de descobrir seu talento certamente foi o melhor benefício que o emprego de zelador da ilha lhe proporcionou.

Se conseguirmos explorar nosso trabalho ao ponto de  descobrirmos todo o  nosso potencial, estaremos então caminhando na direção de transformar nosso trabalho no melhor emprego do mundo. Afinal, como diz o ditado popular:

O importante não é fazer o que gosta, mas sim gostar do que faz.

No tags

jan/11

10

Blog2Learn Entrevista: Henrique Vedana

Henrique Vedana é o nosso primeiro entrevistado de 2011 e o começo do ano não poderia ser melhor. Henrique é um cidadão do mundo que já morou e trabalhou em diversos países na América Latina, Europa e Asia. Foi presidente da AIESEC Brasil (http://www.aiesec.org.br/site/ ) e participou por 3 anos do inovador sistema de ensino do Kaospilot (http://www.kaospilot.dk ) na Dinamarca, com passagem como consultor em empresas como Banco Real e Natura. Hoje Henrique dedica esforços em projetos relacionados a Educação Não-Formal, Aprendizagem, Inovação e Empreendedorismo. Convidamos o Henrique para falar um pouco sobre Geração Y e Aprendizagem, confira abaixo suas ideias:

 

B2L: O que é Geração Y para você?

Eu me questiono muito se as características da Geração Y são reflexo do impacto das mudanças tecnológicas na sociedade ou se é a sociedade que está mudando impulsionando as mudanças tecnológicas… é como pensar quem veio antes, o ovo ou a galinha? Por exemplo, eu nasci em 78 ainda no mundo analógico, com fita K7, vi o computador pessoal nascer e joguei Atari… as tecnologias de comunicação influenciam na maneira que as pessoas conversam umas com as outras, então quando a tecnologia muda, a forma de comunicação também muda. O meu questionamento é se as demandas por novas formas de comunicação da sociedade causaram as mudanças tecnológicas ou se foi ao contrário.

Uma das coisas que eu considero mais fortes dessa Geração Y é como as pessoas estão mais próximas! O satélite foi uma das grandes invenções do século passado justamente por possibilitar a comunicação em tempo real. Isso aliado ao avanço da internet permite as pessoas se comunicarem com extrema agilidade.

Hoje vemos o avanço das redes sociais, mas é bom lembrar que as “redes sociais” como Facebook possibilitaram você visualizar a rede de pessoas em uma maneira nunca visualizado antes e com isso encontrar novas pessoas. Esse fenômeno faz com que as pessoas queiram saber melhor quem são elas e qual é a sua tribo. Antigamente nosso grupo era restrito a nossa geografia, meu colégio, minha rua e os locais onde eu frequentava determinavam muito quem eu era e como eu me comportava e hoje o jovem não se contenta com isso, ele vai além e a internet é o portal de conexão dele com pessoas do mundo todo.

 

B2L: Você acha que existe conflito entre essas duas gerações que você mencionou: a analógica e a digital?

Sim, eu acho que existe e que parte disso é natural, pois o conflito do adulto com os jovens sempre existiu independente de X/Y. Agora a grande novidade que estamos vivendo hoje e que eu não me recordo de outro momento na história da humanidade que isso aconteceu é que os mais jovens estão ensinando os mais velhos algo, ou seja, os mais jovens detêm um conhecimento que a geração mais velha não detém. Isso impacta as relações e inclusive a questão do poder, pois o jovem domina a tecnologia digital com mais fluência que os mais velhos.

 

B2L: Pensando agora nas empresas, como você vê o impacto das característica dessas pessoas de diferentes gerações nas empresas de hoje?

Nesse ponto o assunto fica mais complexo, porque nós até possuímos empresas meramente Y formadas for jovens desde o advento da internet com um modus operandi peculiar que hoje serve de exemplo para outras em como inovar, como atrair e reter o jovem. Agora imagine isso em uma organização maior com a presença de diferentes gerações… aumenta bastante o desafio em como gerir e atender a necessidade de cada grupo de pessoas. A medida que esses jovens Y assumem cargos de liderança eu vejo um impacto positivo em provocar mudanças, intensificar a integração entre gerações e melhorar as interações com outros jovens Y que estão em começo de carreira.

 

B2L: Volta novamente naquele seu ponto dos jovens poderem ensinar aos mais velhos e o ganho de poder a partir do conhecimento. Há um novo fator que impulsiona as promoções e a ascensão de carreira.

Exatamente. E isso é parte do conflito das gerações em si.

Uma outra habilidade desses jovens que me impressiona é a capacidade de filtrar informação e escolher o que lhe é relevante. Eu sou da época dos livros e do conhecimento escasso, hoje o conhecimento (ou informação) é abundante e em todo lugar. Isso impacta nas relações profissionais.

 

B2L: Falando agora de aprendizagem, você participou por 3 anos do inovador sistema de ensino do Kaospilot na Dinamarca, como você descreve essa experiência?

Foi uma experiência de vida muito forte, de grande desenvolvimento pessoal além das competências que a gente acaba desenvolvendo lá de gestão de projetos, de gestão de pessoas e criação de negócios que eram as três áreas do curso. A escola existe desde 91 antes mesmo da geração Y entrar para o mercado e a característica principal da escola está fortemente relacionado ao fato da tecnologia hoje possibilitar novas formas de aprendizagem que não apenas o livro ou a figura do mestre. A escola acredita da liberdade para buscar seu próprio conhecimento e seu próprio aprendizado e essa liberdade não significa “desleixo” ou falta de esforço, ela implica na responsabilidade de você buscar aquilo que faz sentido para você. A escola então serve como apoio para que o jovem possa desenvolver suas habilidades, descobrir aquilo que te faz sentido e buscar experiências únicas que a escola oferece.

 

B2L: Traçando um paralelo com o sistema de ensino brasileiro, sabemos que uma mudança deverá ocorrer, mas que os órgãos reguladores podem ser uma barreira para a concretização dessa mudança. Como você acho que isso vai acontecer?

Eu acompanho algumas instituições e vejo que elas e os professores estão sendo desafiados todo o tempo, mas existem várias realidades em cada instituição e grupo de alunos, então, como consequência, cada um traçará seu caminho. Eu acredito que esses modelos alternativos de ensino como a própria Kaospilot servem de inspiração e modelo para essa mudança, que já começou de forma incipiente em algumas escolas.

A frase final que o Vedana deixou foi: “A empresa é uma escola e estão na frente aqueles empresários que entendem isso e trabalham para desenvolver cidadão e não simplesmente operários.

 

Agradecemos ao Vedana pela participação e convidamos vocês, nossos leitores, para discutir as várias idéias que ele deixou.

No tags

Há algum tempo eu havia assistido à essa palestra no site do TED Talks, mas ao me deparar novamente com o vídeo decidi posta-lo no Blog. Nesses 17 minutos Sir Robinson expõe suas idéias a respeito da necessidade de uma REVOLUÇÃO do sistema educacional, e não de uma simples reforma. Uma reforma consistiria em uma melhoria de um modelo falho, mas uma reforma o transformaria em algo novo, e por vezes melhor. Ele utiliza uma citação de Abraham Lincoln para expor que os modelos podem ser modificados, que a tirania do senso comum – coisas que “todos pensam que não podem ser feitas de uma maneira diferente porque essa é a maneira que elas são feitas” – pode ser revista:

“The dogmas of the quiet past are inadequate to the stormy present. The occasion is pilled high with difficulty, and we must rise with the occasion. As our case is new, so we must think anew and act anew. We must disenthrall ourselves, and then we shall save our country”
Abraham Lincoln – 1862

“Os dogmas do passado tranquilo são inadequados ao presente turbulento. A ocasião está repleta de dificuldades, e nós devemos nos erguer com a ocasião. Como a situação é nova, devemos pensar de forma nova e agir de forma nova. Nós devemos nos libertar das idéias antigas, e então salvaremos nosso país”

A citação acima descreve bem a idéia principal: devemos inovar, pensar diferente e criar um modelo educacional novo que faça os talentos pessoais de cada um florescer, para que todos se sintam felizes com o que estão fazendo e não sintam necessidade de desistir no meio do caminho.

O vídeo segue abaixo, e aguardo seus comentários …
http://www.ted.com/talks/view/id/865

No tags

mai/10

10

Mercado de e-Learning nos EUA em 2009

Vi essa imagem e achei bem interessante. É um resumo rápido do mercado de e-Learning em 2009 nos Estados Unidos.

,

Olá pessoal,

Nos desculpem pela falta de novos posts no nosso blog, mas estamos bastante atarefados aqui na Zaine – o que acabou fazendo com que deixássemos o Blog2Learn um pouco de lado.

Esse post, que marca a volta da nossa atividade por aqui, trata de um assunto bem interessante: o que devemos levar em consideração antes de fazermos o “release” de um novo curso? Ele foi reproduzido a partir do seguinte post do blog The Rapid Learning Blog, da comunidade do Articulate.

É impressionante como alguém novo pode encontrar pequenos problemas que você pode ter deixado passar durante a fase de produção. Então, antes de lançar qualquer curso é uma ótima idéia pedir que outras pessoas o revisem. Você vai querer descobrir qualquer problema escondido antes do grande dia.

Na maioria das vezes você acaba encontrando pequenos problemas como erros de digitação ou links quebrados. Entretanto há algumas vezes em que você se depara com problemas técnicos maiores. Em qualquer caso é bom que esses problemas sejam descobertos antes do lançamento para que você não seja exposto ao ridículo.

Nesse post exploraremos algumas idéias em torno do processo de revisão e de deixar o curso pronto para ser lançado. Tenha em mente que nós estamos no final do processo de produção e idealmente um protótipo foi criado em algum ponto no início do seu projeto. Essa foi o momento onde o fluxo e o conteúdo do curso foi apresentado ao seu cliente, e ele confirmou que tudo está ok. É também onde você convidou alguns potenciais usuários para revisa-lo.

Você sempre precisará fazer alguns ajustes, mas grandes surpresas não deveriam ser esperadas durante a revisão final. Estamos falando basicamente a respeito de uma revisão para verificarmos a qualidade final do curso, que o mesmo está completo e que tudo está pronto para ser colocado em um ambiente de produção.

Revisão com o Cliente:

Antes de fazer um piloto do curso com seus usuários finais o desenvolvedor, cliente e os especialistas no assunto devem se reunir e revisar todo o curso. Nesse ponto você está quase no fim do projeto, então nenhuma grande mudança deve ser esperada. Você estará procurando por coisas como:

  • Há algum erro de digitação ou de gramática?
  • Você deve fazer isso antes de se encontrar com o cliente, mas as vezes quando você trabalha no mesmo conteúdo por muito tempo é fácil deixar que pequenos erros passem despercebidos.

  • Todos os links e recursos externos estão funcionando?
  • A informação para contato está correta? Todos os links funcionam e vão para onde deveriam? Revise qualquer coisa em que o usuário acessará fora do conteúdo do curso para ter certeza que eles funcionam e que vão para os lugares certos.

  • Todo o conteúdo está lá?
  • Há algumas coisas que você não aprende a respeito do curso até que o mesmo esteja quase finalizado. Isso se aplica principalmente a clientes que não sabem exatamente o que está acontecendo até que eles vejam o produto final. Certifique-se que o fluxo está correto e que o conteúdo do curso está alinhado com a informação disponibilizada.

  • O conteúdo é preciso?
  • Algumas vezes a informação a ser passada muda ao longo do processo de criação do curso – isso se aplica principalmente em treinamentos de políticas internas da empresa ou de conformidade.

  • Há planos de implementação já desenvolvidos?
  • O que acontece após a finalização do curso? Cada organização é diferente, mas normalmente um componente de marketing é envolvido juntamente com o lançamento de um curso. Você também tem que ter certeza que os responsáveis de TI ou pelo LMS estão cientes do que está havendo, para não termos a situação onde você criou um excelente curso de eLearning mas os PCs ainda não estão equipados com caixas de som ou fones de ouvido.

Se você tiver sorte esse processo será extremamente tranquilo e sem maiores problemas. Infelizmente esse tipo de projeto pode começar a ficar problematico ao seu final. Para evitar esse tipo de problema defina regras claras – a primeira delas sendo que no início do projeto você receberá uma aprovação formal do cliente a respeito do que será entregue e quando.

Outra sugestão é não trazer uma pessoa nova para a revisão final. Uma situação comum é quando um cliente está tão feliz com o final do curso que ele convida o seu chefe: durante a revisão o chefe, que não havia visto o curso anteriormente, começa a recomendar modificações. Como ele é o chefe você tem um problema.

Revisão com o Usuário:

A revisão com o seu cliente será diferente da revisão com os participantes do mesmo. Enquanto na primeira você revisará os objetivos do projeto na segunda você testará a efetividade do curso. Abaixo seguem alguns pontos aos quais você deve estar atento:

  • A navegação está clara?
  • O usuário sabe como ir de A a B? Ao mesmo tempo que você não precisa se exceder nas instruções você tem que ter certeza que tudo que o participante precisa fazer para avançar no curso está bem claro.

  • Você forneceu as instruções corretas?
  • Se você quer que o participante faça algo um pouco diferente da navegação normal certifique-se que as instruções necessárias foram fornecidas.

  • O curso é muito sexy para o seu corpo?
  • As vezes nós queremos ir além para criar algo único – nada errado com isso. O problema é quando a navegação do curso é tão pouco convencional que chega a ser confuso ao usuário. Se você precisar de criar um módulo de treinamento para ensinar a como se utilizar o curso isso pode ser um sinal que a interface deve ser revista. Em qualquer caso tente estar atento ao que os usuários reclamam a respeito da estrutura – o que pode ser óbvio para você pode não ser para eles.

  • Acompanhe os usuário utilizando o curso?
  • Constantemente nós solicitamos um feedback enviando um link aos usuários e esperando que eles retornem suas considerações. Entretanto é valioso sentar-se e acompanha-los utilizando o curso. Você poderá ver quantas vezes eles clicam em um determinado conteúdo, para onde eles olham e ter uma idéia melhor se algo no design está confuso. Encontre ao menos uma pessoa a qual você acompanhará fazendo o curso.

  • O curso cobre os seus objetivos?
  • Você deve ter certeza que o produto final produz os resultados esperados. O usuário alcançou todos os objetivos de aprendizado? As avaliações fornecem todas as informações que você precisa?

Um desafio para revisões de usuário é que elas podem ser destruidoras de ego. Você coloca muito tempo montando um curso, talvez até tentando novas opções, e em apenas alguns minutos toda a sua felicidade cai por terra após a primeira crítica.

Por isso é tentador que você faça algumas ressalvas nos feedbacks recebidos uma vez que eles não são “designes instrucionais treinados” e nem sempre entendem o que você está tentando fazer. Não caia nessa. Seja modesto e realmente considere esse feedbak: ele o ajudará na construção de cursos melhores.

Mesmo que você só tenha uma pessoa para testar o curso isso não é um problema. Meu conselho é que você encontre alguem que não tenha qualquer interesse em eLearning e que até tenha algumas dificuldades técnicas. Fique longe de pessoas que criem cursos ou que entendam algo sobre Interface de Usuário, uma vez que eles tem tendência a complicar as coisas com suas opiniões profissionais.

Essas são algumas dicas básicas para a revisão final de seu projeto. Eu vejo a revisão com o cliente como uma verificação final da qualidade, enquanto a revisão com o usuário consiste em uma maneira de testar que tudo funciona como planejado para aqueles que querem realizar o curso.

Como foi dito anteriormente você não vai querer esperar até o final do seu projeto para verificar se seu curso funciona ou não. Uma boa prática é fazer um protótipo rapidamente em Power Point e testar suas idéias, navegação e o fluxo do conteúdo. Se há quaisquer problemas maiores eles aparecerão nesse ponto, o que acabará fazendo com que você economize muito tempo.

No tags

dez/09

9

Por que você não gosta do seu LMS?

Sexta feira passada eu fui dar um treinamento em um cliente. A turma era composta em sua maioria por estudantes e professores universitários, todos eles bastante habituados com LMS. Sempre antes de começar uma apresentação eu pergunto um pouco sobre a experiência da plateia com LMS e redes sociais e anda ficando cada vez mais claro que as pessoas, em geral, não estão felizes com os seus LMS. Elas gostam da idéia do e-learning, gostam de fazer e dar cursos a distância, acham que o aproveitamento da educação a distância é bom, mas definitivamente não estão felizes com seus LMS.

O motivo número um para o descontentamento é sempre falta de flexibilidade dos sistemas. Percebo que a idéia de adaptar o processo à ferramenta não agrada, com razão, a muitos. A frustração de não ter relatórios inteligíveis e adequados às necessidades específicas das instituições vem em segundo lugar na lista, seguido de perto da complexidade do backend das ferramentas, o que faz com que, na maioria das vezes, seja necessário a contratação de pessoal especializado para manter o sistema funcionando e de treinamento dos professores.

Cruzando os dados obtidos nessas diversas conversas eu percebi que fazer um sistema só que faça todos ou ao menos a maioria dos usuários felizes é uma tarefa nada simples. Qual seria então a solução? Nós da Zaine vimos pensando nisso há algum tempo. A proposta que temos se chama B2Learn. Nele atacamos o problema da interface com uma solução clássica em desenvolvimento de software: templates. Qualquer página Web pode ser usada como base (encare como uma faxada) para uma instalação B2Learn. Assim o usuário pode ter um LMS exatamente com a “cara” que ele quer. O problema dos relatórios é resolvido com o princípio do Lego. Um relatório é montado a partir de “peças” básicas de informações, o que dá uma enorme flexibilidade. Por último o problema da complexidade é encarado com o princípio da “semelhança”. Nós sempre nos inspiramos em sistemas populares na Web (como o Orkut, Facebook, GMail,…) para desenvolver as ferramentas do B2Learn. O ituito é fazer com que o usuário bata o olho B2Learn e veja algo familiar.

E você, por quê você não gosta do seu LMS?

No tags

Procure!