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No mundo da tecnologia criar um produto que seja fácil de usar é difícil e não há dúvidas que a simplicidade vende, basta citar a Apple.

Recentemente li uma entrevista do Eric Acher, sócio fundador da Monashees Capital, em que ele disse: “ Em educação, acreditamos no crescimento explosivo do e-learning, mas não como o conhecemos hoje. No novo e-learning a qualidade do conteúdo planejado por educadores será tão importante quanto o design de interface a a experiência do usuário.

Hoje eu estava assistindo a uma palestra do David Pogue no TED Talks em que ele fala de forma bem divertida e musical sobre a evolução das interfaces de software e os erros mais comuns que as grandes empresas cometeram e cometem. Fiquei pensando no mesmo exercício para o eLearning:

  • Quantas vezes os usuários não conseguem achar o curso dentro do LMS (Ex.: Ambiente Virtual, Universidade Corporativa)?
  • Quantos cursos online te obrigam a seguir um caminho de aprendizado pré-definido sem nem mesmo avaliar o seu conhecimento prévio sobre o assunto?
  • Quantos módulos desses cursos não de forçam a assistir 10 minutos de diálogo entre personagens virtuais para explicar algo que você leria em 1 minuto?
  • Quantos cursos online se dizem interativos sendo que a interatividade acontece entre os personagens virtuais e o usuário só tem que pressionar “Avançar” ou “Voltar”?

Eu já vi isso várias vezes e considero que são problemas de usabilidade, de não pensar exatamente na experiência do usuário e não aceitar a diversidade do seu público alvo. David Pogue recomenda:

  • Antecipe o esforço do seu público
  • Conte os cliques
  • O difícil não é decidir quais funcionalidades adicionar, mas sim quais deixar de fora

O desafio nas nossas mãos agora, profissionais do eLearning, está em saber identificar quais são as necessidades específicas de cada usuário e atendê-las de forma personalizada, sem replicar no online o mesmo modelo conceitual dos cursos presenciais. Para isso presisamos alinhar e evoluir nosso LMS (Learning Management System), nosso processo de design instrucional, o desenvolvimento dos módulos e a experiência dos nossos usuários.

Já começamos esse processo com o B2Learn, e você?

Link para o Vídeo do David Pogue

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Quando desenvolvemos um treinamento ou programa de educação naturalmente passamos pelo processo representado na imagem abaixo, seja ele presencial ou a distância.

Processo Desenvolvimento Treinamento

  • Necessidade: é o ponto de partida para a criação do treinamento ou programa. É quando percebe-se que existe um gap na capacitação dos funcionários ou clientes. Atividades relacionadas:
    • Desenvolvimento de novo produto
    • Implantação de novo processo
    • Criação de novo serviço
    • Atualização do conhecimento
  • Design: é quando se define os objetivos a serem alcançados e se decide qual formato utilizar, qual mídia, o orçamento e tempo. Atividades relacionadas:
    • Qual os objetivos do treinamento ou programa?
    • Qual formato?
      • Presencial
      • A distância (eLearning)
      • Mobile
    • Centrado no aluno ou no instrutor?
    • Quais os recursos disponíveis?
      • Orçamento $$$
      • Tempo
      • Experiência
      • Conhecimento
  • Desenvolvimento: é a execução do plano definido no design. Desenvolve-se o conteúdo e mídias. Atividades relacionadas:
    • Desenvolvimento das mídias
    • Interatividade
    • Elementos sociais
    • Avaliações e feedback
    • Granularidade dos módulos
    • Controle de prazo e orçamento
  • Entrega: é quando o aluno tem contato com o curso ou treinamento. Atividades relacionadas:
    • Feedback:
      • Conteúdo
      • Interatividade
  • Avaliação, Revisão e Refinamento: processo contínuo de evolução do treinamento ou programa. Atividades relacionadas:
    • Suporte aos alunos
    • Suporte técnico
    • Análise das avaliações
    • Pesquisas de satisfação
    • Análise das métricas relacionadas a absorção do conteúdo
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